Um outro olhar para a Antiguidade
A contribuição de Moses Finley
Bibliographic Data
| ID | 11633668 |
|---|---|
| Authors | José Rivair Macedo (0000-0002-5931-5002, corresponding author) |
| Year | 1995 |
| Volume | 3 |
| Issue | 3 |
| Pages | 99-109 |
| Publication date | 1995-05-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Anos 90 (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-236X • E-ISSN: 1983-201X |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.22456/1983-201x.6148 |
| OpenAlex | W1749853940 |
| Language | PT |
sua propria especificidade, exige dos que se propoe a estuda-lo um grau de especializacao extremamente profundo, em que estejam inseridos conbecirnentos de linguas arcaicas, papirologia, epigrafia, paleografia, numismatica, arqueologia e outras areas afins. O resultado disto tudo e urna solida formacao erudita dos_ helenistas, lat inistas, egiptologos, sumeriologos, onentahstas, etc, cup consequencia (nem sempre necessaria) e a elaboracao de um discurso fechado, permeado por termos tecnicos e codigos muitas vezes acessiveis apenas a um publico de iniciados 1• Com Finley, vemo-nos diante de postura intelectual diversa. Munido do mesmo instrumental que os demais antiguistas, utilizou-o com outros fins. Sempre foi partidario da generalizacao em Historia. Nao confundia generalizac~o. com abordage'? superficial. Para ele, a funcao explicativa da H1stona pra!Jcamente Impoe ao historiador o uso de termos e conceitos que remetem de imediato para a generalizacao. Corno o profissional em historia pode legitimamente transferir para o conhecimento da Antiguidade termos tais quais comercio, investimento classe imperio, democracia, nacao, escravidao, etc. , sem recair em q~alque; hpo de generalizacao? O saber historico, portanto, deve estar obrigatoriamente relacionado ao saber em geral, de modo que os pressupostos, hipoteses e argumentos d~senvolvidos encontrem pontos de referencia em que possam ser ahcercados. Dai ter sido adversario aberto da especializacao excessiva. Para ele, o historiador deve apoiar-se constantemente nas outras cienci as humanas_: Sociologia, Economia, Ciencia Politica, Antropologia, Direito, Psicologia,_ Filosofta, Linguistica, Critica Literaria, etc. So esta formacao geral pernute ao histonador torna r-se interlocutor ativo com o passado, sabendo que respostas procurar a partir de questoes corretamente formuladas. Quanto aos limites do territorio do historiador, dizia: O trabalho do historiador nao consiste em colecionar fatos, mas e~ estabelecer a relacao entre eles ... um historiador que pensa que seu oficio cons1ste em descobrir fatos poderia da mesma maneira colecionar borboletas, selos ou caixas de fo~foros. Trata-se de atividades privadas que contnbuem para uma satisfacao pessoal (coisa que nao critico em absoluto), mas que nao desempenham nenhuma funcao social. 2 Para Fmley, portanto, generalizar equivalia a isolar um determinado problema historico e examina-lo em profundidade, munido de quantos referenciais fosse m possiveis de ser empregados. assim, se considerado pelo ângulo positivista, Finley nao contribuiu com trabalhos de folego. De fa to, a maiOr parte de suas pesquisas apareceram na forma de artigos
Humanities · Contemporary and Historical Greek Studies · Crime, Illicit Activities, and Governance · Cuban History and Society · Philosophy
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |