Os espaços verdes na história do Recife
Bibliographic Data
| ID | 11633782 |
|---|---|
| Authors | Ana Rita Sá Carneiro (0000-0002-2750-5354, Laboratório da Paisagem, corresponding author) |
| Year | 2004 |
| Issue | 19 |
| Pages | 67-67 |
| Publication date | 2004-12-30 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Paisagem e Ambiente (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-6098 • E-ISSN: 2359-5361 |
| Publisher | University of São Paulo (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.11606/issn.2359-5361.v0i19p67-81 |
| OpenAlex | W2045028808 |
| Language | PT |
O objetivo deste texto é iniciar o debate sobre a avaliação da cobertura vegetal na cidade do Recife para a caracterização da paisagem de suas regiões, a partir dos dados da pesquisa Espaços Livres do Recife (2000). A avaliação tomou como base as linhas de força da paisagem que se evidenciam como elementos estruturadores: o rio Capibaribe, a mancha das unidades de conservação e a faixa do litoral, cada uma marcada por um elemento vegetal característico, a saber, mangues, espécies da mata atlântica e coqueiros, respectivamente. Os outros espaços livres como parques, praças e jardins, representados, predominantemente, pelos sombreiros, acácias e castanholas, encontram-se espalhados na malha urbana e não parecem estar articulados entre si nem com os elementos estruturadores. Dois aspectos nortearam essa avaliação: a leitura dos maciços vegetais nas linhas de força da paisagem e a perspectiva de resgate dos princípios estéticos e ecológicos que caracterizavam as antigas intervenções paisagísticas, priorizando uma articulação dos espaços verdes. Constata-se que, ao longo do tempo, a paisagem não foi conservada, passando-se da escala macro para a micro, atuando-se de forma pontual, o que fez configurar espaços livres fragmentados em um território denso de construções. A perspectiva de resgatar os espaços verdes está depositada em uma possível articulação entre eles, a partir das linhas de força da paisagem. Nesse sentido, a avaliação da cobertura vegetal consubstancia uma metodologia que aborda a escala macro das linhas de força e regiões da cidade até a escala micro dos bairros e espaços livres, destacando as referências históricas naturais e culturais visando a uma articulação desses espaços
| Highly cited | No |
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