Diálogos entre Mani e Narã
Espaços vegetados em estabelecimentos jesuíticos na América portuguesa entre os séculos XVI e XVIII
Bibliographic Data
| ID | 11728276 |
|---|---|
| Authors | M André (0000-0003-4100-3200, corresponding author), Mônica Bertoldi Andre (0000-0002-1132-7864, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Publication date | 2024-09-18 |
| Open Access | No |
| Type | THESIS |
| Publisher | Universidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/d.16.2024.tde-03022025-113000 |
| OpenAlex | W4409140438 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
Esta pesquisa teve por objetivo a realização de um mapeamento e caracterização funcional e morfológica/arquitetônico-paisagística de espaços vegetados ligados aos estabelecimentos jesuíticos na América portuguesa, entre 1549 e 1759. Além disso, buscou investigar as culturas paisagísticas envolvidas na estruturação de tais espaços, atentando-se para os choques, contatos e negociações decorrentes da imposição do processo colonial nas Américas. Metodologicamente, a investigação foi orientada por uma abordagem decolonial e sensível à ecologia dos saberes, apoiando-se, para tanto, em um engajamento transdisciplinar para a mobilização de conhecimentos de diferentes campos disciplinares e agentes. Além disso, no quadro historiográfico, alinha-se à abordagem das histórias conectadas e de uma arqueologia da paisagem, partindo de um paradigma indiciário para a análise das fontes documentais. Objetivamente, os procedimentos teórico-metodológicos foram organizados em dois processos sistemáticos, interrelacionados. Um, de problematização teórica, envolvendo a revisão bibliográfica de conceitos e dinâmicas históricas centrais para a compreensão do tema estudado. O outro, de investigação empírica, envolvendo o levantamento, seleção e análise de documentação primária, de natureza textual e iconográfica. A triagem documental partiu da leitura crítica de duas obras basilares: para fontes de natureza textual, partimos da História da Companhia de Jesus no Brasil, do padre Serafim Leite, S.J.; para fontes de natureza iconográfica, partimos da obra Imagens de Vilas e Cidades do Brasil Colonial, de Nestor Goulart Reis Filho. Como resultados, constatou-se a existência de espaços dedicados ao cultivo vegetal e, indiciariamente, à experimentação botânica, em praticamente todos os estabelecimentos jesuíticos na América portuguesa, entre colégios, casas, seminários, casas de campo, sítios, fazendas e aldeamentos. Esses espaços seguiam uma lógica tipológica e funcional, organizando-se em rede pelo território. Os espaços vegetados associados às residências urbanas (colégios e casas) eram as cercas. Em situação periurbana, as quintas de recreio (casas de campo), sítios e roças representam as tipologias arquitetônico-paisagísticas associadas ao cultivo vegetal. Em contexto rural, surgem as fazendas e engenhos, nos quais se faziam presentes também as roças, enquanto espacialidade voltada ao cultivo dos mantimentos, com destaque para a mandioca. Esses espaços estavam organizados de forma sistêmica, estruturando uma rede fundamental para o sustento das atividades missionárias jesuíticas. Além disso, essa rede de espaços vegetados mobilizava tipologias oriundas de diferentes culturas paisagísticas, ibéricas (cercas, quintas), indígenas (roças) e surgidas a partir da imposição do sistema colonial (fazendas, engenhos). Nesse sentido, argumenta-se que, também no âmbito da ocupação territorial e da constituição de paisagens, os jesuítas optaram por estratégias de adaptação aos contextos locais e de apropriação seletiva de conhecimentos e técnicas autóctones
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| Citations per year | 1 |
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| Citation span | 2024 - 2025 (2) |
| Highly cited | No |