A centralidade do pensamento de William Appleman Williams no debate historiográfico sobre a Guerra Fria
Bibliographic Data
| ID | 12640512 |
|---|---|
| Authors | Flávio Alves Combat (0000-0001-5158-979X, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author), Flavio Combat |
| Year | 2017 |
| Volume | 23 |
| Issue | 36 |
| Pages | 429-429 |
| Publication date | 2017-03-02 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Esboços histórias em contextos globais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-722X • E-ISSN: 2175-7976 |
| Publisher | Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5007/2175-7976.2016v23n36p429 |
| OpenAlex | W2604482244 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
http://dx.doi.org/10.5007/2175-7976.2016v23n36p429William Appleman Williams foi o primeiro historiador norte-americano a defender, no intenso debate historiográfico pela redefinição de uma memória sobre a Guerra Fria, uma interpretação distinta daquela sustentada pelos autores ortodoxos sobre a origem e as consequências desse conflito. Williams não apenas desafiou as teses da ortodoxia, mas também propôs uma interpretação singular da sociedade norte-americana e de seus interesses representados na política externa conduzida pelos EUA desde o final do século XIX. O objetivo central do artigo é analisar, da perspectiva historiográfica, as teses desenvolvidas por Williams, sobretudo no livro “The Tragedy of American Diplomacy” (1959), obra central que sintetizou as suas conclusões sobre a origem do expansionismo norte-americano e sobre a sua centralidade na definição da política externa conduzida pelos EUA a partir do fnal do século XIX. A análise retoma a tese da fronteira (“frontier thesis”), que, na interpretação de Williams, é o fundamento da política externa primordialmente expansionista conduzida pelos Estados Unidos no período em observação. Nesse sentido, são analisadas importantes iniciativas de política externa tomadas pelos Estados Unidos entre o começo do século XX e o final da Segunda Guerra Mundial, sustentando a estreita relação entre a “política de portas abertas” (“open doors policy”) e o objetivo primordial de tornar o mundo seguro e aberto para os interesses norte-americanos. Por fim, o texto analisa a tese de Williams de que a “tragédia” da diplomacia norte-americana no século XX decorreu precisamente da introjeção da “tese da fronteira” na política externa dos Estados Unidos
Humanities · Political science · Brazilian History and Foreign Policy · Philosophy
| Highly cited | No |
|---|