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Raça, Sangue e Robustez. Os paradigmas da Antropologia Física colonial portuguesa

Bibliographic Data

ID12865397
AuthorsR M S Pereira (0000-0002-7056-0092, Universidade Nova de Lisboa, corresponding author)
Year2005
Issue7/8
Pages209-241
Publication date2005-06-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCadernos de Estudos Africanos (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1645-3794 • E-ISSN: 2182-7400
PublisherOpenEdition (PUBLISHER)
DOI10.4000/cea.1363
OpenAlexW2031786466
LanguagePT
Citations received10
References cited4

Por toda a primeira metade do século XX a Antropologia colonial portuguesa esteve quase que totalmente entregue a uma orientação antropobiológica. A denominada «escola do Porto», na qual pontificava o professor catedrático de medicina Mendes Corrêa, assegurou todas as «missões antropológicas» oficialmente instituídas para as colónias. A mais sucedida de todas essas campanhas de investigação foi a dirigida por um seu assistente, Santos Júnior, também ele médico e professor na Faculdade de Medicina do Porto. Entre 1937 e 1956, a Missão Antropológica de Moçambique procedeu ao exaustivo levantamento antropométrico das populações africanas da colónia. A Etnologia, ou a simples recolha etnográfica, eram ignoradas, dei­xadas ao cuidado da curiosidade diletante dos mais diversos agentes da colonização, missionários, militares, funcionários administrativos, comerciantes e fazendeiros. Porque foi tão importante para o desígnio colonial português a Antropologia Física é o que se procura responder neste artigo. E, em sequência, tentar perceber porque no início da segunda metade do século XX foi a Antropologia Física tão subitamente substituída pela Etnologia colonial

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Unique citing works10
Citations per year0,71
Citation span2012 - 2023 (12)
Citation velocityhistorical
Highly citedNo
Citation typesNeutral: 9

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