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Como fazer a angústia falar quando seu objeto é o próprio corpo

Bibliographic Data

ID12867804
AuthorsCarlos Henrique Dantas Cavalcanti de Almeida (0000-0003-0412-6287, corresponding author)
Year2024
Issue48
Pages119-125
Publication date2024-11-19
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista de Psicanálise Stylus (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1676-157X • E-ISSN: 2595-752X
PublisherEscola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano (PUBLISHER)
DOI10.31683/stylus.v1i48.1153
OpenAlexW4404541209
LanguagePT

Este texto aborda o trabalho realizado pelo psicanalista em um hospital geral e as questões que ali surgem com relação ao corpo. Partimos da premissa de que a linguagem opera sobre o organismo e faz dele um corpo que é transformado pelo discurso do Outro, fazendo leito para o “advento do Outro pela operação do significante” (Lacan, 1967/2003, p. 357). Demonstramos como o sujeito fala com seu corpo e, com efeito, mais do que sabe, sempre à espera de um leitor que possa escutar e interpretar a palavra que está amordaçada a seu próprio corpo. Acreditamos que a doença orgânica não é sem expressar essa fala. Uma fala em que o discurso médico sempre é surpreendido por algo que escapa à ordem médica e que produz enigma. Pretendemos, por meio de um fragmento clínico de uma criança internada em uma instituição hospitalar, discutir como o corpo, ao presentificar algo do sujeito evanescente da cadeia, pode servir como destino de sua própria angústia, trazendo graves consequências

Art · Humanities · Linguistics and Education Research · Philosophy · Psychology and Mental Health

Highly citedNo

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