Diários de luto
Um diálogo entre psicanálise e literatura em tempos de pandemia
Bibliographic Data
| ID | 12995263 |
|---|---|
| Authors | Fabiano Chagas Rabêlo (0000-0001-5026-8396, Universidade Federal do Delta do Parnaíba), Karla Patrícia Holanda Martins (0000-0003-3242-6287, Universidade Federal do Ceará), Reginaldo Rodrigues Dias (0000-0001-8515-0793, Universidade Federal do Delta do Parnaíba), Aline Gabriele Carvalho de Lima (0000-0002-0276-3277, Universidade Federal do Ceará), Paulo Alves Parente (0000-0001-9994-3380, Universidade Federal do Ceará) |
| Year | 2023 |
| Volume | 26 |
| Issue | 3 |
| Publication date | 2023-04-14 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Interação em Psicologia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1981-8068 • E-ISSN: 1981-8076 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/riep.v26i3.80088 |
| OpenAlex | W4366447877 |
| Language | PT |
| References cited | 2 |
Diante do negacionismo do governo brasileiro, que levou ao aumento exponencial do número de mortos pela COVID-19, aborda-se o trabalho de luto como um elemento no contexto das catástrofes coletivas que favorece uma tomada de posição política coletiva e uma elaboração subjetiva das situações traumáticas. Destaca-se, em seguida, como o luto comparece na literatura como uma estratégia de subjetivação do que foi perdido, sobretudo por meio da escrita de diários. Com base nos elementos teóricos de Freud sobre o luto e de Ferenczi acerca da apropriação do traumático, analisam-se três livros-diários de autores que descrevem o trabalho de luto (Rolland Barthes, Boris Fausto e Neal Peart). Verifica-se nesses textos como o luto promove um rearranjo das memórias, enodando o individual e o coletivo, o exterior e o interior, convocando um testemunho. Ele também favorece uma estabilização pulsional e narcísica, possibilitando novos endereçamentos e a construção de um projeto de vida futuro. Ao final, como contraponto ao desrespeito do governo federal em relação ao luto dos que perderam familiares e amigos durante a pandemia, reforça-se o dever de reconhecer o luto, valorizá-lo e oferecer suporte para a sua realização como estratégia política de promoção da saúde mental
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |