As mulheres sobre as quais não falamos
Filantropia e práticas de esquecimento e de memória
Bibliographic Data
| ID | 13050878 |
|---|---|
| Authors | Ana Paula Vosne Martins (0000-0002-1715-1599, Universidade Federal do Paraná, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 16 |
| Issue | 41 |
| Pages | e0202-e0202 |
| Publication date | 2024-04-28 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Tempo e Argumento (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2175-1803 • E-ISSN: 2175-1803 |
| Publisher | Universidade do Estado de Santa Catarina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5965/2175180316412024e0202 |
| OpenAlex | W4396577028 |
| Language | PT |
| References cited | 7 |
Este artigo propõe uma reflexão a respeito do envolvimento das mulheres de elite e de perfil conservador com organizações caritativo-filantrópicas a partir de dois processos históricos reveladores do caráter pendular entre esquecimento e memória da documentação, de suas biografias, ações e visões de mundo. O artigo discorre, primeiro, sobre o processo histórico da feminilização da benevolência, da caridade e da filantropia em países ocidentais europeus e americanos, com maior visibilidade a partir do século XIX, e as críticas formuladas por liberais e socialistas marxistas à filantropia. Trata da contribuição da historiografia para o esquecimento, mas também para a compreensão da extensão do trabalho voluntário das mulheres, da descoberta e análise de documentação desconhecida, ou pouco explorada, e das diferenças sociais e culturais das mulheres e das práticas benemerentes. A mesma problematização do movimento pendular do esquecimento e da memória está presente na última parte do artigo, sobre os protagonismos de mulheres na caridade e na filantropia no Brasil. Se houve esquecimentos por parte da história do serviço social e da história da assistência, há uma produção vigorosa e consistente da história das mulheres sobre a filantropia a partir dos anos 1990 que problematiza a agência pública, social e política das mulheres, reconhecendo não só padrões de reprodução social e de adequação, mas possibilidades de ampliação da agência assistencial para o envolvimento com políticas sociais, com a defesa dos direitos das mulheres e mesmo do feminismo
Humanities · Physics · Migration, Racism, and Human Rights · Philosophy
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |