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Dar voz” ou “dar ouvidos” aos subalternizados? O “Sul global” em perspectiva na obra de Silvia Rivera Cusicanqui

Bibliographic Data

ID13051244
AuthorsGiovani José Da Silva (0000-0003-4906-9300, Universidade Federal do Amapá, corresponding author)
Year2024
Volume16
Issue43
Pagese0108-e0108
Publication date2024-12-20
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Tempo e Argumento (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2175-1803 • E-ISSN: 2175-1803
PublisherUniversidade do Estado de Santa Catarina (PUBLISHER • BR)
DOI10.5965/2175180316432024e0108
OpenAlexW4405712479
LanguagePT
References cited2

Nos últimos anos, no Brasil, o termo “decolonial” ganhou força e respaldo entre intelectuais das Ciências Sociais e Humanas, sobretudo por conta dos trabalhos do grupo Modernidade/Colonialidade (M/C), surgido nos anos 1990, formado por latino-americanos e americanistas. Antes, porém, do aparecimento do M/C, uma socióloga e historiadora boliviana de origem Aymará, Silvia Rivera Cusicanqui, já apresentava reflexões e ações que, ao invés de decoloniais prefere chamar de descolonizantes/descolonizadoras. Apesar de mais de 40 anos de atuação intelectual e política, sobretudo em movimentos libertários andinos, Rivera Cusicanqui ainda é pouco conhecida no ambiente acadêmico brasileiro. Por meio da leitura e da análise de suas obras, bem como de seus intérpretes, é possível desvendar a originalidade das propostas realizadas por ela, sempre de maneira coletiva e colaborativa. O objetivo do artigo é apresentar, ainda que parcialmente, seu pensamento-sentimento-movimento, mostrando a importância de formulações teórico-práticas para as ações-reflexões a respeito da história do tempo presente na América Latina, em particular na Bolívia, seu país de origem. A partir dos trabalhos desenvolvidos inicialmente no Taller de Historia Oral Andina (THOA), do qual a intelectual-ativista foi uma das cofundadoras, é possível vislumbrar formas outras de se fazer-pensar os registros das oralidades, bem como seus usos e possíveis abusos. Além disso, o mundo ch’ixi preconizado por ela, notadamente em suas últimas obras, permite combater a “ventriloquia decolonial” (que pretende falar pelos subalternizados), avançando de discursos para práticas que, de fato, incidam sobre a descolonização de saberes e fazeres

Art · Humanities · Latin American Cultural Politics · Philosophy

  • Forging an Indigenous Counterpublic Sphere

    Open Access•Marcia Stephenson•Latin American Research Review•2002

  • Why (post)colonialism and (de)coloniality are not enough

    G L Ribeiro•Postcolonial Studies•2011

Highly citedNo

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