Tempo, magnitude e o mito do cinema moderno
Bibliographic Data
| ID | 13052863 |
|---|---|
| Authors | Lúcia Nagib (0000-0001-8808-9748, University of Reading, corresponding author) |
| Year | 2014 |
| Volume | 1 |
| Issue | 1 |
| Pages | 8-21 |
| Publication date | 2014-01-22 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Aniki Revista Portuguesa da Imagem em Movimento (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2183-1750 • E-ISSN: 2183-1750 |
| Publisher | Associacao de Investigadores da Imagem em Movimento (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.14591/aniki.v1n1.54 |
| OpenAlex | W1564814275 |
| Language | EN |
| References cited | 4 |
Este texto aborda três filmes ambientados em Portugal, cujas locações oferecem uma visão privilegiada da função do tempo e da magnitude no cinema, os quais, por sua vez, permitem reavaliar as categorias de clássico, moderno e pós-moderno aplicadas a esse meio. Trata-se de O estado das coisas (Der Stand der Dinge, Wim Wenders, 1982), Terra estrangeira (Walter Salles e Daniela Thomas, 1995) e Mistérios de Lisboa (Raúl Ruiz, 2010). Neles, a cidade se compõe de círculos viciosos, espelhos, réplicas e mise-en-abyme que interrompem o movimento vertiginoso característico da cidade modernista do cinema dos anos 20. Curiosamente, é também o lugar em que a assim chamada estética pós-moderna finalmente encontra abrigo em contos auto-irônicos que expõem as insuficiências dos mecanismos narrativos no cinema. Para compensá-las, recorre-se a procedimentos de intermídia, tais como fotografias de Polaroid em O estado das coisas ou um teatro de papelão em Mistérios de Lisboa, que transformam uma realidade incomensurável em miniaturas fáceis de enquadrar e manipular. O real assim diminuído, no entanto, se revela um simulacro decepcionante, um ersatz da memória que evidencia o caráter ilusório da teleologia cosmopolita
Art · Art history · Humanities · Movie theater · Art, Politics, and Modernism · Cinema and Media Studies · Walter Benjamin Studies Compilation
| Highly cited | No |
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