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A literatura de Rubem Fonseca como manifestação de intervalo de indeterminação

Bibliographic Data

ID13082671
AuthorsFagner Costa e Silva, José Alves Dias Alves Dias (0000-0003-2236-9354)
Year2024
Volume11
Issue1
Pages293-314
Publication date2024-06-15
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueArquivos do CMD (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 2318-5422 • E-ISSN: 2318-5422
PublisherBiblioteca Central da UNB (PUBLISHER)
DOI10.26512/cmd.v11i1.54337
OpenAlexW4399872509
LanguagePT

A concepção de “zona de indeterminação”, forjada pelo filósofo Henri Bergson (2010), explora os elementos que separam a percepção e a ação no sujeito, concebe, desta forma, o ser humano como um agente situado nesse intervalo. Para Bergson (2010), a subjetividade reside nessa lacuna, espaço em que a liberdade se manifesta. O Filosofo francês conecta a consciência percebida à liberdade de ação, proporcionando uma perspectiva sobre a interação temporal na existência humana. Essa abordagem influencia a arte, especialmente a literatura, como um meio de expressão de subjetividade. A produção literária de Rubem Fonseca pode exemplifica esse conceito, tomando como exemplo o conto Feliz ano novo (1975), nessa narrativa é possível perceber uma visão singular do autor sobre a violência urbana no Brasil nas décadas de 1960 e 1970, a qual contribuiu, antecipadamente para análises sociológicas a respeito da cartografia dos conflitos sociais no Brasil nas décadas subsequentes

Linguistics and Education Research · Literature, Culture, and Criticism · Medicine · Philosophy

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