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Raciocínio deôntico em reclusos

Bibliographic Data

ID14826004
AuthorsAna Cristina Quelhas (0000-0001-7698-2459, ISPA - Instituto Universitário, corresponding author), João Guerreiro (0000-0003-1788-4132, Université de Montréal)
Year2012
Volume28
Issue4
Pages597-618
Publication date2012-12-07
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueAnálise Psicológica (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0870-8231 • E-ISSN: 1646-6020
PublisherISPA - Instituto Universitario (PUBLISHER)
DOI10.14417/ap.377
OpenAlexW2164966125
LanguagePT
References cited10

A teoria dos modelos mentais (Johnson-Laird, 1983, 2006; Johnson-Laird & Byrne, 1991) tem, recentemente, investido na compreensão do processo de modulação (semântica e pragmática) do raciocínio condicional (Johnson-Laird & Byrne, 2002; Quelhas & Byrne, 2003; Quelhas & Johnson-Laird, 2004, 2005; Quelhas, Johnson-Laird, & Juhos, 2010). O presente estudo insere-se nesse âmbito, nomeadamente na compreensão da modulação pragmática que deriva de conhecimentos relacionados com o modo de vida das pessoas. Para esse efeito seleccionamos uma amostra de participantes que cumpriam pena num estabelecimento prisional (reclusos), e fomos avaliar o seu modo de compreender frases condicionais deônticas (e.g., “Se o jovem votar, então tem de ter completado 18 anos”), e de raciocinar com esse tipo de frases. Como grupo de controlo usamos uma amostra sem qualquer contacto com o sistema judicial, e avaliámos o juízo moral em ambas as amostras. Os resultados replicam efeitos de modulação semântica, i.e., frases condicionais idênticas na forma (Se p, então q), mas de diferentes conteúdos, são interpretadas de modo diferente. Como consequência de as pessoas considerarem diferentes possibilidades, congruentes com cada frase, irão também representar diferentes modelos mentais e assim ter diferentes padrões nas inferências condicionais. Mas, no que respeita à modulação pragmática, que nos fazia esperar diferenças no grupo de reclusos, nenhum resultado vai nesse sentido, i.e., os reclusos interpretam as frases deônticas do mesmo modo, fazem os mesmos padrões inferenciais, e também não se diferenciam pelo nível de juízo moral do grupo de controle

Humanities · Deception detection and forensic psychology · Philosophy · Psychology of Moral and Emotional Judgment · Wildlife Conservation and Criminology Analyses

  • Development in judging moral issues

    James R Rest•Development in judging moral issues•1979

  • Conditionals

    Philip N Johnson-Laird, Ruth M J Byrne•Psychological Review•2002

  • Pragmatic reasoning schemas

    Open Access•P Wenjie Cheng, Keith J Holyoak•Cognitive Psychology•1985

  • The logic of social exchange

    Open Access•Leda Cosmides•Cognition•1989

  • Conhecimentos, modelos, e raciocínio condicional

    Open Access•Ana Cristina Quelhas, P N Johnson-Laird•Análise Psicológica•2012

  • Moral Reasoning, Interpersonal Skills, and Cognition of Rapists, Child Molesters, and Incest Offenders

    Open Access•Paul M Valliant, Derek Pottier et al.•Psychological Reports•2000

  • Variables in Social Cognitive Development

    Open Access•Anthony A Hains•The Journal of Early Adolescence•1984

  • Mental Models

    Marilyn Ford, Philip N Johnson-Laird•Language•1985

  • The relationship between moral reasoning and political orientation

    Nicholas Emler, Stanley Renwick et al.•Journal of Personality and Social…•1983

Highly citedNo

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