"Quem tem razão, Kant ou Stendhal?" uma reflexão sobre a crítica de Nietzsche à estética de Kant
Bibliographic Data
| ID | 16881900 |
|---|---|
| Authors | João Constâncio (0000-0003-0421-0024, Universidade Nova de Lisboa, corresponding author) |
| Year | 2013 |
| Volume | 54 |
| Issue | 128 |
| Pages | 475-495 |
| Publication date | 2013-12-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Kriterion Revista de Filosofia (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0100-512X • E-ISSN: 1981-5336 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/s0100-512x2013000200012 |
| OpenAlex | W2032149217 |
| SCIELO_PID | S0100-512X2013000200012 |
| Language | PT |
O artigo é uma reflexão sobre o modo como, na "Genealogia da Moral", Nietzsche repensa "o problema estético" a partir da oposição entre a concepção kantiana do belo como predicado de um juízo "desinteressado" e a concepção stendhaliana do belo como efeito de uma "cristalização" e uma "promessa de felicidade". A chave do pensamento de Nietzsche neste contexto está no conceito de "embriaguez" (Rausch), por um lado, como termo-chave para designar a "pré-condição fisiológica" da arte, mas, por outro, como um processo de espiritualização dos instintos ou das pulsões que as interioriza e intensifica. Esta espiritualização distingue-se da contemplação desinteressada porque não nos des-afecta e porque é, em grande medida, uma espiritualização da sexualidade, mas não deixa, por isso, de implicar uma reavaliação dos valores e uma ampliação do horizonte do humano. É por isso que a arte pode ser pensada como um "contra-movimento" que afirma a vida e combate o "ideal ascético" e o "niilismo europeu
Humanities · Physics · Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel · Philosophical Thought and Analysis · Philosophy · Schopenhauer and Stefan Zweig
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |