A Tautologia Do Real, O Duplo, O Trágico E as Formas Da Imaginação
Bibliographic Data
| ID | 16884789 |
|---|---|
| Authors | André Martins (0000-0001-9699-0990, Universidade Federal do Rio de Janeiro, corresponding author) |
| Year | 2019 |
| Volume | 12 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2019-07-22 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | TRÁGICA: Estudos de Filosofia da Imanência (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1982-5870 • E-ISSN: 1982-5870 |
| Publisher | Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PUBLISHER) |
| DOI | 10.59488/tragica.v12i1.27227 |
| OpenAlex | W2969681788 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O cerne da filosofia de Clément Rosset se encontra em uma tautologia, segundo a qual o que é, é, e o que não é, não é. A é igual a A, e não a B ou a A’. O real é único e, portanto, incontornável. Os objetos são singulares, e por isso mesmo insubstituíveis e finitos. A única forma de se esquivar da necessidade inelutável do real é pelo viés do escape oferecido pela imaginação, por uma recusa mental ao real, que se revela, contudo, sempre inoperante em seu objetivo alucinado de tornar o real inexistente e o inexistente existente. Afinal, toda afirmação do real é trágica, ou não há afirmação. Neste texto buscaremos analisar algumas das implicações psicológicas, mas também epistemológicas e éticas, em jogo nesta questão. Tarefa que demandará a compreensão de alguns dos conceitos e dos paradoxos propostos por Rosset, notadamente a distinção conceitual entre imaginação e imaginário, a adesão a um objeto inexistente como fundamento do duplo, a busca pela diferença que faz obstáculo à experiência singular e única do mesmo, e os expedientes da metafísica e do intelectualismo na recusa do real
Humanities · Physics · Philosophy · Psychology and Mental Health
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |