Letra e ressurreição
O corpo escrito de “Ana Lívia Plurabella”, de James Joyce
Bibliographic Data
| ID | 16917583 |
|---|---|
| Authors | Jonas Miguel Pires Samudio (0000-0002-6766-0973, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Volume | 15 |
| Issue | 48 |
| Pages | 1525 |
| Publication date | 2017-12-31 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | HORIZONTE (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1679-9615 • E-ISSN: 2175-5841 |
| Publisher | Pontificia Universidade Catolica de Minas Gerais (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5752/p.2175-5841.2017v15n48p1525 |
| OpenAlex | W4250047544 |
| Language | PT |
O ensaio objetiva realizar uma leitura do capítulo VIII de Finnegans Wake (2004; 2009), conhecido como “Ana Lívia Plurabella”, do escritor irlandês James Joyce. Pretendemos articular as noções de “letra” e de “ressurreição” de modo não temático, mas em uma leitura que destaca a imanência do texto, a superfície textual. Para tal, recorremos ao arcabouço teórico advindo da Teoria Literária (AMARANTE, 2009; BLANCHOT, 2011, 2005; BRANCO, 2011, 2000; LAERE, 1969; MANDIL, 2003; SCHÜLER, 2004), Teologia (AQUINO, 2002; BALTHASAR, 1971), Psicanálise (LACAN, 2007, 2009, 2008) e Filosofia (NANCY, 2001, 2006). Com isso, procuramos compreender de que modo a ilegibilidade do texto de James Joyce convida a uma leitura que privilegia a materialidade da “letra” tal como está escrita: em um movimento des-contínuo, no qual o texto é escrito como um corpo em continuidade – o texto é reconhecível como feito de letras – disruptiva – o sentido não se constrói a modo de decodificação de enredo e interpretação – que se desvanece; a esse movimento, chamamos de “ressurreição”
Art · Humanities · Cultural, Media, and Literary Studies · Literary and Philosophical Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |