Relações entre espaço, tempo e causalidade na teoria do conhecimento de Kant e os esboços epistemológicos de Nietzsche
Bibliographic Data
| ID | 16925838 |
|---|---|
| Authors | Márcio Luiz Silva (0000-0002-1047-5128, Instituto Federal do Sul de Minas), Ricardo De Oliveira Toledo (0000-0002-6346-1563, Federal University of São João del-Rei) |
| Year | 2024 |
| Volume | 15 |
| Issue | 1 |
| Pages | 113-144 |
| Publication date | 2024-08-08 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Estudos de Nietzsche (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2179-3441 • E-ISSN: 2179-3441 |
| Publisher | Universidade Federal do Espirito Santo (PUBLISHER) |
| DOI | 10.47456/en.v15i1.41811 |
| OpenAlex | W4401510632 |
| Language | PT |
| References cited | 11 |
Este estudo explora a relação entre as concepções de espaço, tempo e causalidade na filosofia de Immanuel Kant, apresentadas na Crítica da razão pura, e suas reinterpretações por Friedrich Nietzsche, com foco no período entre o início da década de 1870 e a publicação de Humano, demasiado humano (1878), incluindo avaliações de trechos do segundo volume dessa obra. Para Kant, espaço e tempo são formas a priori da sensibilidade, moldando a percepção do sujeito independentemente da experiência. A causalidade, por sua vez, é uma categoria do entendimento, um conceito puro utilizado para ordenar os fenômenos em relações de causa e efeito, seguindo as leis da natureza. Em um primeiro momento, Nietzsche reinterpreta as ideias de Kant à luz da filosofia de Schopenhauer, mas dá lugar a uma compreensão que seguirá, em parte, as tendências naturalistas da época. Essa evolução se manifesta em suas obras e fragmentos póstumos. Em O nascimento da tragédia (1872), influenciado por Schopenhauer, Nietzsche ainda mantém elementos epistemológicos subjugados por uma metafísica da Vontade e seus desdobramentos relativos às suas reflexões sobre a tragédia. Já em Verdade e mentira em sentido extramoral (1873), críticas à linguagem e à verdade abrem caminho para o abandono de uma epistemologia atrelada, em algum grau, a uma metafísica e aos a priori epistemológicos kantianos. Por fim, em Humano, demasiado humano (1878), com posições próprias mais contundentes, uma progressiva descoberta e adesão a certas posições do naturalismo contribui para que o autor do livro trabalhe para rechaçar qualquer resquício de metafísica e dos a priori epistêmicos em suas considerações a respeito do conhecimento
Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel · Philosophical Thought and Analysis · Philosophy · Philosophy and Historical Thought
Sobre a Causalidade E Natureza Em Nietzsche
Naturalism, Causality, and Nietzsche's Conception of Science
The Kantian Background to Nietzsche's Views on Causality
Nietzsche's Engagements with Kant and the Kantian Legacy
Kant?s Categories and the Capacity to Judge
Kant's Transcendental Deduction
Manifest Reality
Where Have all the Categories Gone? Reflections on Longuenesse?s Reading of Kant?s Transcendental Deduction
| Highly cited | No |
|---|