O modernismo e o núcleo fabril
O anteprojeto de Lúcio Costa para monlevade
Bibliographic Data
| ID | 16952078 |
|---|---|
| Authors | Telma De Barros Correia (0000-0001-8002-8748, Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2003 |
| Volume | 0 |
| Issue | 14 |
| Pages | 80 |
| Publication date | 2003-12-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Pós. Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-9554 • E-ISSN: 2317-2762 |
| Publisher | Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.2317-2762.v0i14p80-93 |
| OpenAlex | W2112094838 |
| Language | PT |
| Citations received | 2 |
O anteprojeto concebido pelo arquiteto Lúcio Costa para o concurso promovido em 1934 pela siderúrgica Belgo-Mineira, para Monlevade, promove uma articulação entre a forma dos núcleos fabris e os postulados da arquitetura moderna. A proposta revela influências do pensamento de Gilberto Freyre, que se evidenciam na recuperação da noção de "plasticidade" como uma qualidade essencial ao plano, expressa pelo "delineamento elástico" pretendido pelo arquiteto. A mistura de técnicas construtivas modernas e tradicionais nos projetos arquitetônicos pode ser entendida como uma manifestação contemporânea da qualidade "plástica", tão celebrada por Freyre em relação à nossa arquitetura residencial colonial. O arquiteto recupera também princípios básicos que costumavam reger a organização espacial de núcleos fabris: dispersão, neutralização das ruas, moradias econômicas, higiênicas e protegidas dos estranhos. Trata a casa como lugar de repouso e vida familiar, enquanto investe contra a noção da rua como lugar de convívio. Propõe que a Belgo-Mineira exerça ingerência direta sobre o mobiliário e a decoração das moradias, sugerindo a reedição de procedimentos comuns nos núcleos fabris: controle da empresa sobre o comércio e sua intromissão na ordem doméstica. Os projetos dos prédios de uso coletivo promovem um encontro entre os propósitos de economia e sinceridade, presentes no discurso das vanguardas, e a lógica contábil do utilitarismo fabril. Essa atitude indica não apenas o empenho do projetista em traduzir as demandas da Belgo-Mineira, como os vínculos existentes entre os núcleos fabris - com suas contribuições para a definição do hábitat proletário moderno e a neutralização da rua - e a idéia de moradia de massa proposta pelas vanguardas modernistas
| Citations per year | 0.13 |
|---|---|
| Citation span | 2011 - 2014 (4) |
| Highly cited | No |