Sobre o desenho e design
Bibliographic Data
| ID | 16952549 |
|---|---|
| Authors | Mauro Claro (Universidade de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2001 |
| Issue | 10 |
| Pages | 92 |
| Publication date | 2001-12-19 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Pós. Revista do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da FAUUSP (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-9554 • E-ISSN: 2317-2762 |
| Publisher | Universidade de Sao Paulo, Agencia USP de Gestao da Informacao Academica (AGUIA) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.11606/issn.2317-2762.v0i10p92-110 |
| OpenAlex | W2755916134 |
| Language | EN |
| Citations received | 1 |
A discussão sobre 0 significado das palavras empregadas para nomear a atividade do designer - atividade que no Brasil era conhecida, até a década de 70, como desenho industrial - colocou-se entre nós, desde os primeiros textos que abordam a questão (Vilanova Artigas e Flávio Motta), de um ponto de vista predominantemente construtivo; a idéia de projeto foi eleita como conceito-chave, capaz de integrar a ação projetual do designer edo arquiteto à reconstrução política do próprio país - aspecto que ganha importância a partir do golpe de 1964; poucas abordagens, no Brasil - e aquela feita por Sérgio Ferro no texto O canteiro e 0 desenho é talvez 0 melhor exemplo - abordaram a questão por um ângulo menos otimista, mais cético, levantando 0 aspecto opressor da racionalidade projetual; desde 1965 0 historiador Giulio Cario Argan problematizava a questão de um modo semelhante, apontando para a crescente separação, na sociedade de consumo, entre a individualidade do sujeito e a objetividade das coisas - relação essa que ele vê como sofrendo processo de esgarçamento; mais recentemente, em 1992, um texto do filósofo Vilém Flusser sintetiza parte de seu pensamento, ressaltando os aspectos destruidores da atividade de design-, Argan e Flusser, além desses pontos em comum, também utilizam a palavra design para descrever a nova situação da disciplina, que se desenvolvera, para Argan, como 0 projeto não mais dos objetos em si, mas como a programação do ambiente, expressa na idéia de que 0 que se projeta (0 que se programa) é 0 circuito completo que envolve, além do objeto, sua imagem - principalmente sua imagem - portanto, informação que circula; 0 texto tenta situar essas diferentes elaborações, relacionando-as entre si e apontando para a necessidade de novas categorizações que dêem conta da natureza atual do design
Art · Humanities · Education and Digital Technologies · Linguistics and Language Studies · Philosophy · Urban and sociocultural dynamics
| Citations per year | 0.2 |
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| Citation span | 2021 - 2021 (1) |
| Highly cited | No |