Outros espaços nas artes visuais
Bibliographic Data
| ID | 16956920 |
|---|---|
| Authors | Ricardo Nascimento Fabbrini (0000-0003-2549-4847, Universidade de São Paulo, corresponding author), Ricardo Fabbrini |
| Year | 2021 |
| Volume | 26 |
| Issue | 55 |
| Pages | 462-489 |
| Publication date | 2021-05-01 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Gragoatá (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1413-9073 • E-ISSN: 2358-4114 |
| Publisher | Pro Reitoria de Pesquisa, Pos Graduacao e Inovacao - UFF (PUBLISHER) |
| DOI | 10.22409/gragoata.v26i55.47755 |
| OpenAlex | W3160854080 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
O artigo caracteriza, inicialmente, a concepção de temporalidade que vigorou no imaginário das vanguardas artística dos anos 1910 aos anos 1930: a ideia de um tempo linear, sucessivo, cumulativo, homogêneo e “vazio”, porque para ser conquistado. Foi esta concepção de tempo prospectivo, teleológico, no qual o télos é a Utopia, que orientou as vanguardas construtivas até a Segunda Guerra Mundial. Depois do Holocausto (ou das bombas de Hiroxima e Nagasaki), as ideias de progresso, ou de aperfeiçoamento, próprias dessa concepção prospectiva do tempo, ruíram. O futuro deixou de ser considerado o reino da esperança, da projeção do desejo, para tornar-se sombrio ou ameaçador. Desde então, vigora no imaginário artístico-cultural a noção de distopia, ou utopia negativa, entendida como a figuração de uma sociedade opressiva projetada no futuro próximo ou distante, à qual se chegará se não forem alterados os rumos da história. É o que verificamos nas obras visuais do alemão Harun Farocki, do chinês Ai Weiwei e do espanhol Antoni Muntadas, realizadas nas três últimas décadas, nas quais a distopia é apresentada como sociedade de controle. Por fim, acentuamos que diversos críticos de arte vêm mobilizando desde os anos 1990 a noção de heterotopia de Michel Foucault para caracterizar o poder de negatividade de certa arte contemporânea. Recordamos que as heterotopias são, para o autor, “contraposicionamentos em lugares reais”, “lugares efetivos”; ou seja, “lugares” que, em aparente paradoxo, “estão fora de todos os lugares, embora sejam efetivamente localizáveis”, como ocorreria, a nosso ver, nas instalações de Rirkrit Tiravanija (ou, mais remotamente, em Lygia Clark, e Hélio Oiticica). Palavras-chave: arte contemporânea. Utopia. Distopia. Heterotopias. reistência
Art · Art history · Humanities · Utopia · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy · Urban Development and Societal Issues
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |