Dúvidas póstumas de Félix
Ciúme, ressentimento e ascetismo em Ressurreição, de Machado de Assis
Bibliographic Data
| ID | 16957932 |
|---|---|
| Authors | Vitor Cei (0000-0001-6756-3236, Universidade Federal de Rondônia, corresponding author) |
| Year | 2017 |
| Volume | 26 |
| Issue | 3 |
| Pages | 159-175 |
| Publication date | 2017-11-07 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-4809 • E-ISSN: 2358-9787 |
| Publisher | Universidade Federal de Minas Gerais - Pro-Reitoria de Pesquisa (PUBLISHER) |
| DOI | 10.17851/2358-9787.26.3.159-175 |
| OpenAlex | W2767283705 |
| Language | PT |
O artigo propõe uma análise do primeiro romance de Machado de Assis, Ressurreição, com base nos conceitos filosóficos de ressentimento e ascetismo. O objetivo é argumentar que o ciumento protagonista Félix, ao sofrer com “dúvidas póstumas”, assemelha-se ao “homem do ressentimento” e ao “asceta”, tipos fisiopsicológicos estudados por Nietzsche em Genealogia da moral e ficcionalizados por Machado em Dom Casmurro e Memorial de Aires, respectivamente. Félix, assim como Bento Santiago, é um sujeito ciumento refém de seu passado e de suas marcas, desprovido daquela que seria a autêntica ação (a afirmativa), restando-lhe somente a reação, que consiste numa espécie de autoenvenenamento que o devora por dentro. E, tal qual o Conselheiro Aires, Félix pratica um ascetismo sui generis, evitando contaminar-se emocionalmente com relações afetivas. Veremos que os tipos nietzschiano e machadiano mostram-se complementares na discussão sobre o lugar de Félix no universo ficcional de Machado, de modo que sua comparação oferece uma contribuição para uma renovada compreensão das dimensões literária e filosófica de Ressurreição
Art · Humanities · Brazilian cultural history and politics · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
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