Sufrágio universal, mas... só para homens. O voto feminino no Brasil
Dados Bibliográficos
| ID | 17544303 |
|---|---|
| Autores | Fernando Limongi (0000-0003-3692-8882, Escola de Economia de São Paulo, autor correspondente), Juliana Oliveira (0000-0002-7947-9725, Universidade de São Paulo), Stefanie Tomé Schmitt (0000-0002-2177-1467, Universidade de São Paulo) |
| Ano | 2019 |
| Volume | 27 |
| Fascículo | 70 |
| Data de publicação | 2019-01-01 |
| Peer Reviewed | Sim |
| Open Access | Sim |
| Tipo | ARTICLE |
| Periódico | Revista de Sociologia e Política (JOURNAL) |
| Identificadores do periódico | ISSN: 0104-4478 • E-ISSN: 1678-9873 |
| Editora | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/1678-987319277003 |
| OpenAlex | W3001507107 |
| SCIELO_PID | S0104-44782019000200212 |
| Idioma | PT |
| Citações recebidas | 5 |
| Referências citadas | 5 |
Introdução: O artigo reconstitui a trajetória da concessão e expansão dos direitos políticos às mulheres no Brasil. O foco recai sobre as regras eleitorais e argumentos mobilizados em contextos deliberativos que trataram do exercício dos direitos políticos pelas mulheres. Argumentamos que, apesar do direito ao sufrágio ter sido concedido em 1932, a participação política das mulheres casadas não foi garantida, ficando ainda na dependência das decisões de seus maridos nas três décadas subsequentes. O direito pleno à participação só foi obtido em 1965. Materiais e Métodos: O trabalho mapeou os termos do debate relativo ao voto feminino nas Assembleias Constituintes de 1824, 1891, 1934 e 1946 e nos projetos de lei que abordaram o direito político das mulheres. Analisamos, também, as consequências práticas da legislação, compilando dados oficiais sobre a participação eleitoral das mulheres a partir de informações fornecidas pelos Boletins Eleitorais estaduais e arquivos do TSE. Resultados: Entre 1932 e 1964, a média de alistamento feminino sobre o total girou em torno de 34%. Ou seja, em geral, para dois homens alistados, havia uma mulher em condição de exercer seu direito de voto. A voluntariedade para as mulheres sem renda própria garantiu aos homens o poder de decidir se suas esposas exerceriam seu direito político. Trata-se de regra que foi deliberadamente construída para preservar a autoridade masculina, gerando desigualdade política de gênero. Discussão: Tradicionalmente, análises sobre a expansão do direito à cidadania privilegiam a dimensão de classe e assumiram que a expansão do sufrágio se deu pela incorporação dos mais pobres. O artigo contribui para esse debate, chamando atenção para a clivagem de gênero. Esta foi tão ou mais importante que a classe no processo brasileiro de expansão do sufrágio
Political science · Gender Politics and Representation · Gender, Sexuality, and Education · Politics and Society in Latin America
| Obras citantes distintas | 5 |
|---|---|
| Citações por ano | 1 |
| Intervalo de citações | 2021 - 2024 (4) |
| Velocidade de citação | recent |
| Altamente citado | Não |
| Tipos de citação | Neutras: 5 |