“Se oriente, rapaz…”
Misticismo, dualidade e anomia na canção “Oriente” (Gilberto Gil, LP Expresso 2222, 1972)
Bibliographic Data
| ID | 17825293 |
|---|---|
| Authors | Sheyla Castro Diniz (0000-0002-7816-7930, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author) |
| Year | 2016 |
| Volume | 3 |
| Issue | 2 |
| Pages | 119-145 |
| Publication date | 2016-04-06 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Música Popular em Revista (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 2316-7858 • E-ISSN: 2316-7858 |
| Publisher | Universidade Estadual de Campinas (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.20396/muspop.v3i2.13009 |
| OpenAlex | W3087806032 |
| Language | EN |
| Citations received | 1 |
| References cited | 4 |
O LP Expresso 2222 (Phonogram/Philips, 1972), lançado por Gilberto Gil logo após regressar do exílio em Londres, exibe um projeto gráfico cuja forma e conteúdo estabelecem estreitos diálogos com a canção “Oriente”, última faixa do disco. A partir de uma apreciação do LP, identifico, na canção, não apenas aspectos relacionados com a postura mística do compositor, mas também questões de cunho histórico e sociocultural que caracterizaram o início dos anos 1970, no Brasil. A letra de “Oriente”, autorreflexiva, capta o clima contracultural vivenciado por Gilberto Gil na Europa, embora também insinue o esgotamento daquela experiência. Versos, ritmo, harmonia e melodia reforçam a dualidade presente no título da canção. Os contrários, ainda que complementares, não desembocam numa síntese. Instável, “Oriente” focaliza o “indivíduo” e incorpora, na sua própria estrutura musical e poética, certo estado de anomia alavancado pela ditadura militar
Art · Humanities · Physics · Brazilian cultural history and politics
| Unique citing works | 1 |
|---|---|
| Citations per year | 0,17 |
| Citation span | 2020 - 2020 (1) |
| Citation velocity | historical |
| Highly cited | No |
| Citation types | Neutral: 1 |