“Não sou antivacina, mas…”
Entendendo a hesitação vacinal a partir das narrativas de pais hesitantes
Bibliographic Data
| ID | 18024485 |
|---|---|
| Authors | Kelly Simone Almeida CUNEGUNDES (0000-0002-7153-6422, Universidade Federal de São Paulo), Daniela Martins Machado (0000-0003-1993-6442, Universidade Federal de São Paulo), Nadia Vitorino Vieira (0000-0002-3863-8865, Universidade Federal de São Paulo) |
| Year | 2025 |
| Volume | 41 |
| Issue | 5 |
| Pages | e00154624-e00154624 |
| Publication date | 2025-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Cadernos de Saude Publica (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0102-311X • E-ISSN: 1678-4464 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.1590/0102-311xpt154624 |
| PMID | 40498917 |
| OpenAlex | W4411140509 |
| SciELO | S0102-311X2025000501412 |
| Language | PT |
| References cited | 41 |
A hesitação vacinal é um fenômeno relacionado ao receio, atraso, recusa parcial ou total das vacinas recomendadas pelos programas de imunização. Este fenômeno tem causado preocupação, pois ameaça conquistas importantes na redução da morbimortalidade das doenças imunopreviníveis. Os objetivos foram compreender o processo de decisão dos pais hesitantes sobre (não) vacinar e avaliar os significados que estes pais atribuem à vacinação, e quais vivências as decisões acerca da vacinação podem suscitar. Realizou-se abordagem qualitativa através de entrevistas individuais em profundidade realizadas entre setembro de 2020 e julho de 2021. A amostra foi constituída a partir da estratégia de bola de neve e para definir o tamanho da amostra foi usado o princípio da saturação teórica. Foram incluídos pais que se enquadravam na definição de hesitação vacinal, ou seja, atrasavam ou recusavam uma ou mais vacinas. As entrevistas foram gravadas digitalmente, transcritas verbatim e textualizadas. Para a análise das entrevistas foi empregada a fenomenologia interpretativa. Foram incluídos dez participantes, quatro temas emergiram das narrativas: estilo de vida natural; pressão social no contexto da vacinação (profissionais de saúde, familiares, amigos etc.); pandemia e vacinação contra COVID-19; e desconfiança nas vacinas, indústria farmacêutica, profissionais de saúde e instituições. A hesitação vacinal é um fenômeno complexo e multifacetado. É fundamental capacitar profissionais de saúde para dialogar com pais hesitantes no contexto da vacinação. A hesitação vacinal é um fenômeno volátil e contextos epidemiológicos diversos, como a pandemia, podem influenciar a reflexão de pais hesitantes sobre a vacinação de rotina
Humanities · Medicine · Misinformation and Its Impacts · Philosophy · Psychology of Moral and Emotional Judgment · Vaccine Coverage and Hesitancy
Social media and vaccine hesitancy
Vaccine Hesitancy
Understanding the perceived logic of care by vaccine-hesitant and vaccine-refusing parents
The Vaccine-Hesitant Moment
Vaccine hesitancy
How do mothers’ vaccine attitudes change over time
How the experience of medical trauma shapes Australian non-vaccinating parents' vaccine refusal for their children
The undisciplined patient in neoliberal society
A campanha de vacinação contra o Sars-CoV-2 no Brasil e a invisibilidade das evidências científicas
Cuidar e (não) vacinar no contexto de famílias de alta renda e escolaridade em São Paulo, SP, Brasil
Healthism vis-à-vis Vaccine Hesitancy
Decision-making on childhood vaccination by highly educated parents
Amostragem em pesquisas qualitativas
A (não) vacinação infantil entre a cultura e a lei
Patient-centered or population-centered? How epistemic discrepancies cause harm and sow mistrust
Attributing public ignorance in vaccination narratives
Defining and measuring vaccine hesitancy
Public health
Recruiting a Hard-to-Reach, Hidden and Vulnerable Population
Your child will have a bird brain
Theorizing (Vaccine) Refusal
How Many Interviews Are Enough
Social Cultivation of Vaccine Refusal and Delay among Waldorf (Steiner) School Parents
| Highly cited | No |
|---|