“Desculpa, É Que Você Não Tem Cara De…”
A branquitude e o privilégio da normalidade em ambientes corporativos
Bibliographic Data
| ID | 18079232 |
|---|---|
| Authors | Marllon do Nascimento Conceição (0009-0009-7830-9722, Federal Center for Technological Education Celso Suckow da Fonseca, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 2 |
| Issue | 33 |
| Pages | 90-112 |
| Publication date | 2024-12-07 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | CAOS – Revista Eletrônica de Ciências Sociais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1517-6916 • E-ISSN: 1517-6916 |
| Publisher | CAOS Revista Eletronica de Ciencias Sociais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.46906/caos.n33.70489.p90-112 |
| OpenAlex | W4405131627 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
O presente artigo propõe discussão acerca das relações entre raça, trabalho e poder a partir do entendimento que Bento (2002) e Schucman (2012) apresentam sobre o conceito de branquitude. Para as autoras, tal conceito tem sido determinante na estrutura das relações raciais, sobretudo no contexto brasileiro. Por isso, é de suma importância que seja tomado como referência também para as relações trabalhistas. Verifica-se, portanto, que, no Brasil, assim como em outras sociedades forjadas na exploração escravagista, trabalho e raça estão imbricados e seus desdobramentos permanecem produzindo marcações sociais hierarquizadas. Observa-se ainda que a principal delas está ligada ao estereótipo de ocupação de cargos subalternos e de liderança. Qualquer perfil que subverta tal pressuposição é encarado com surpresa — aqui denominada susto racial — geralmente através da linguagem, evidenciando o que Carneiro (2023) avalia como “dispositivo de racialidade”. A branquitude, apoiada no privilégio da normalidade, perpetua valores e práticas excludentes, fomentando a estrutura racista (Almeida, 2019) que organiza a sociedade. Desse modo, buscou-se investigar, por meio de revisão bibliográfica e reflexão teórica, os modos de organização e ação do racismo nas relações trabalhistas brasileiras, sobretudo em cargos de liderança, comumente associados a perfis brancos, além de suas implicações pessoais e sociais. Concluindo-se que a meritocracia não se sobrepõe às questões raciais, agindo apenas como mais um fator que desvirtua o foco sobre a influência racial nas relações de poder. Observando-se também que, mesmo após os muitos anos que separam a escravidão das ações afirmativas, pessoas negras permanecem como figuras não reconhecidas em postos de relevância, posições de destaque, decisão e poder, sobretudo em ambientes corporativos
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |