Do debate à ação
O cineclubismo e a produção fílmica portuguesa durante o Estado Novo
Bibliographic Data
| ID | 19220871 |
|---|---|
| Authors | Joana Isabel Duarte (0000-0002-4433-8156, King's College London, Reino Unido), Jorge Nieto‐Ferrando (Universitat de Lleida), Jorge Nieto-Ferrando (Universitat de Lleida) |
| Year | 2026 |
| Volume | 88 |
| Pages | 203-226 |
| Publication date | 2026-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Ler História (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0870-6182 • E-ISSN: 2183-7791 |
| Publisher | Associação de Actividades Científicas (PUBLISHER • PT) |
| DOI | 10.4000/16b3v |
| OpenAlex | W7163041903 |
| Language | PT |
| References cited | 4 |
Este artigo analisa o papel do cineclubismo português entre as décadas de 1940 e 1960 como motor de uma cultura cinematográfica ativa que, no entendimento dos seus animadores, devia ir além da crítica e do visionamento fílmico. A partir da emergência e consolidação dos cineclubes, demonstra-se como estas associações foram cruciais na promoção de debates, palestras e publicações, enfatizando a dinamização de práticas de produção cinematográfica independente e amadora. Neste contexto, destacam-se dois exemplos paradigmáticos de uma prática colaborativa: Dom Roberto (1962) - concebido como um "filme-esperança" para o cinema português, nascido do movimento cineclubista - e O Auto da Floripes (1962), produzido pelo Cineclube do Porto. Argumenta-se que o cineclubismo, através de iniciativas excecionais, foi decisivo não só na formação cinematográfica, como no desempenho de um papel importante na produção de filmes
Normative · Cinema History and Criticism · Historical and Political Studies · Media, Journalism, and Communication History
| Highly cited | No |
|---|