Potencialidades do atendimento ginecológico pela perspectiva feminista
Um relato de experiência de uma estudante de Medicina em uma instituição de médicas de família e comunidade em São Paulo
Bibliographic Data
| ID | 19538583 |
|---|---|
| Authors | Ana Vitória Moreira de Marchi Apolaro (0009-0003-4798-1168, Hospital Santa Marcelina, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 20 |
| Issue | 47 |
| Pages | 4128 |
| Publication date | 2025-05-07 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1809-5909 • E-ISSN: 2179-7994 |
| Publisher | Sociedade Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade (SBMFC) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.5712/rbmfc20(47)4128 |
| OpenAlex | W4410141445 |
| Language | PT |
| References cited | 15 |
Problema: Movimentos feministas do século XX advogaram por mudanças no atendimento médico à mulher, prezando por autoconhecimento, autonomia, não opressão ou patologização de corpos, por um sistema mais tolerante, inclusivo e que desse à mulher propriedade sobre o próprio corpo. A Medicina regida pela perspectiva feminista veria as mulheres como pessoas de direito, cujos interesses colocam-se frente a frente com o saber médico. Frente a isso, torna-se importante repensar e readequar os modelos de atendimento ginecológico vigentes à luz dos conceitos de autonomia, decisão compartilhada, autoconhecimento e protagonismo femininos, colocando a paciente no centro de seu próprio cuidado. Método: Este trabalho se trata de um estudo descritivo e qualitativo, do tipo relato de experiência, que busca descrever as vivências de uma estudante do 8o período de Medicina em uma instituição de médicas de família e comunidade que oferece atendimento à mulher pela perspectiva feminista em São Paulo. Resultados: Entre os resultados encontrados, tem-se a ambientação não usual do consultório em forma de sala de estar, anamnese livre de julgamentos e assunções, exame físico ginecológico em posição de superflexão, oferecimento de autoinserção de espéculo vaginal, auxílio de espelhinho de mão e narração e detalhamento de todos os procedimentos e conclusões obtidas; e, por fim, tomada de decisão compartilhada com base em evidências científicas. Conclusão: Diante da experiência vivenciada, é possível concluir que o atendimento à mulher pela perspectiva adotada pelas médicas de família e comunidade em questão cumpre o papel de empoderar, ensinar, incluir e trazer à frente suas pacientes, oferecendo-lhes ambiente seguro e de confiança, escuta atenta e livre de assunções ou preconceitos, controle sobre seus próprios corpos e possibilidade de decidir conjuntamente condutas em saúde. Como resultado, observam-se mulheres atentas a si, imersas e interessadas em seu cuidado, sentindo-se respeitadas, acolhidas e capazes de identificar e nomear alterações em seus corpos, se tornando parte integral de seu próprio cuidado
Political science · Maternal and Perinatal Health Interventions · Patient-Provider Communication in Healthcare · Women's cancer prevention and management
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |