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Qualidade da consulta de Medicina Geral e Familiar

Conseguem os médicos julgar corretamente a qualidade sentida pelos doentes

Bibliographic Data

ID19539618
AuthorsLuíz Miguel Santiago (0000-0002-9343-2827), Tiago Santos (0000-0001-6030-774X, Centro de Estudos em Psicologia da Saúde), Inês Rosendo (0000-0001-8838-6021, Centro de Estudos em Psicologia da Saúde), Gonçalo Pimenta (0000-0001-7787-3457, Centro de Estudos em Psicologia da Saúde), Dina Martins (Centro de Estudos em Psicologia da Saúde), Maria Prazeres Francisco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), Maria da Glória Neto
Year2007
Volume3
Issue9
Pages13-20
Publication date2007-11-17
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1809-5909 • E-ISSN: 2179-7994
PublisherSociedade Brasileira de Medicina de Familia e Comunidade (SBMFC) (PUBLISHER)
DOI10.5712/rbmfc3(9)78
OpenAlexW1559104491
LanguageEN

A valorização da atividade médica em Medicina Geral e Familiar (MGF), conhecida no Brasil como Medicina de Família e Comunidade, depende, entre outros fatores, do resultado de um encontro médico/doente. O especialista em MGF, ao ter de gerir a sua atividade com base nos pilares fundamentais do contexto, da ciência e da atitude, deve ponderar que a qualidade é algo que depende também da interface que ele contata. Objetivos: verificar a satisfação dos pacientes com a consulta médica de Clínica Geral. Averiguar a capacidade de os médicos avaliarem corretamente a satisfação dos pacientes na consulta. Foi feito um estudo observacional, transversal, com intenção analítica. O material utilizado consistiu em: três médicos de Medicina Geral e Familiar de um Centro de Saúde, questionário validado e usuários da consulta em dois dias distintos de trabalho. Métodos: em dois dias de atividade, apenas sabidos no início de período laboral, foram entregues pelos médicos o questionário com 11 afirmações. No final da cada consulta os médicos preenchiam questionário sobre os mesmos pontos, mas, na sua óptica e após a saída do paciente. Critérios de inclusão: maiores de 16 anos, capacidade de leitura e escrita e aceitação para participar. Análise estatística descritiva e inferencial ( 2 e t de student). Análise de diferenças na resposta às afirmações do questionário, por um modelo de correlação bi-variada com o coeficiente tau-b de Kendall com sensibilidade a 5%. Resultados: recebidos 43 (64,2%) dos questionários entregues. Idade média de 42,7±16,8 anos, sendo majoritariamente do sexo feminino (72,1%). Para 51,3% da amostra não terá havido possibilidade de falar sobre as preocupações de saúde e para 50% não parecem ter sido recebidas instruções acerca de estilos de vida saudáveis para a doença, e para 56,1% o tempo de duração da consulta não terá sido suficiente. Sem diferenças com significado as respostas por sexo, grupo etário e formação. Apenas na questão de o médico querer advogar a saúde do doente, as respostas são consonantes entre doentes e médicos. Conclusões: boa avaliação da consulta nos 11 fatores estudados. Os médicos revelam baixa capacidade de avaliação correta da satisfação dos pacientes na consulta, apenas estando médico e doente de acordo quanto à disponibilidade do médico para advogar a saúde do paciente

Humanities · Physics · Health, Nursing, Elderly Care · Philosophy · Primary Care and Health Outcomes · Psychology · Public Health in Brazil

Highly citedNo

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