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BASCHET, Jérôme. Adieux au capitalisme.Autonomie, société du bien vivre et multiplicité des mondes.Éditions La Découverte, Paris, 2014, 206 p

Bibliographic Data

ID19678583
AuthorsAmaro De Oliveira Fleck (0000-0001-7710-9141, corresponding author), Amaro Fleck
Year2015
Volume28
Issue74
Pages427-430
Publication date2015-08-01
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCaderno CRH (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-4979 • E-ISSN: 1983-8239
PublisherFapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER)
DOI10.1590/s0103-49792015000200013
OpenAlexW2287496682
SCIELO_PIDS0103-49792015000200427
LanguageFR

(2014), mostra para o insistente e relu-tante pensamento que segue se orientando para a emancipacao que ela nao se dara nem dentro do capitalismo nem como uma consequencia inevitavel de seu proprio desdobramento. Em outras palavras, ele argumenta que a emanci-pacao nao pode ocorrer nem por meio de uma moderacao do capitalismo, isto e, numa situ-acao em que o sistema economico seja doma-do e impedido de colonizar as outras esferas da vida (ou ainda que tenha seus efeitos mais daninhos atenuados), tampouco automatica-mente a partir dos proprios desenvolvimentos tecnologicos oriundos do constante revolucio-namento do modo de producao, ou seja, como uma consequencia inevitavel do carater imate-rial ou cognitivo da nova economia. De acordo com Baschet, ou bem terminamos com o capi-talismo, ou e ele que terminara conosco.O maior merito do livro, contudo, nao esta nas criticas a uma esquerda por assim di-zer habermasiana (teorico nao mencionado no livro, mas cujas teorias representam uma ten-tativa de domar o capitalismo sem a necessida-de de supera-lo) ou negriniana (teorico explici-tamente evocado e cujas analises passam pelo quase louvor do âmbito da producao imaterial e do trabalho cognitivo), mas sim na tentativa de reabrir o futuro, de repensar e reinventar formas de vida nao mais subjugadas a fatali-dade sistemica do capitalismo. Alias, o merito consiste nao so nesse combate contra a falta de imaginacao resignada que se curva ao propala-do imperativo do “nao ha alternativa”, mas, so -bretudo, na tentativa de repensar novas formas de resistencia a logica produtivista do sistema vigente e novas formas de se criar uma alterna -tiva a ele. Isto e, consciente dos limites de sua propria abordagem, Baschet nao argumenta a favor de uma revolucao que tentasse tomar o poder do Estado e usa-lo para a libertacao dos oprimidos, mas sim pelo engajamento em lutas cotidianas de resistencia para manter espacos e praticas ainda nao (totalmente) colonizadas pelo imperativo do lucro, assim como de cria-cao de novos lugares e vivencias orientados pela convivialidade e pelo bem viver.A propria posicao de Jerome Baschet e um tanto peculiar. Por um lado, ele e um his-toriador medievalista (autor do popular

Humanities · Economic Theory and Policy · Philosophy · Political Economy and Marxism · Social Sciences and Governance

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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