A imprensa negra brasileira na primeira metade do s^|^eacute;culo XX e sua refer^|^ecirc;ncia ^|^agrave; ^|^Aacute;frica e ^|^agrave; di^|^aacute;spora africana
Bibliographic Data
| ID | 20148341 |
|---|---|
| Authors | Tatsuhiro Yazawa (Keisen University, corresponding author) |
| Year | 2000 |
| Volume | 2000 |
| Issue | 56 |
| Pages | 1-19 |
| Publication date | 2000-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Journal of African Studies (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0065-4140 • E-ISSN: 1884-5533 |
| Publisher | Japan Association for African Studies (PUBLISHER • JP) |
| DOI | 10.11619/africa1964.2000.1 |
| OpenAlex | W2508573324 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
O negro brasileiro nunca esteve, na primeira metade do século XX, no palco do movimento pan-africanista, que envolveu negros dos Estados Unidos a do Caribe britânico a francês, apesar de que o Brasil teivesse uma população afro-descendente muito grande e uma rica herança africana na sua sociedade. Por que? Será que o “isolamento” do negro brasileiro teria impedido a sua participação no movimento panafricanista, não obstante a sua predisposição africanista, ou faltava-lhe uma orientação africanista? Este trabalho é uma tentativa de avaliar a consciência africana ou a africanidade dos militantes negros brasileiros da primeira metade deste século, através da análise de artigos da imprensa negra da eépoca.Para a imprensa negra cujo alvo era a elevação da posição do negro brasileiro e o melhoramento da sua situação, a referência ao exterior-assuntos sobre a África e a diáspora africana fora do país nela mencionados-não era rara de modo algum. Por um lado, a imprensa aponta negros valorizados pelo padrão do mundo ocidental com desejo de refutar a idéia da dita “inferioridade” da raça negra e, sobretudo, eliminar o complexo de inferioridade dos negros; por outro, ela denuncia a discriminação persistente e a perseguição brutal particularmente nos Estados Unidos, para protestar contra a sociedade branca e conscientizar os negros brasileiros do problema. Face ao movimento pan-africanista, porém, a postura dos redatores não era explícita, uma vez que a maioria dos artigos deste assunto ou era mera transcrição de publicações estrangeiras ou era reportagem de carater objetivo, a para com o separatismo, advogado por Marcus Garvey, exprimiram até a franca oposição. É razoável julgar que a imprensa se referiu ao movimento pan-africanista não em conseqüência da firme adesão à sua orientação mas simplesmente com a intenção de conscientizar os negros brasileiros. O tom moderado de denúncias ao colonialismo europeu na África também confirma isso.Assim, apesar de que a lideranca negra brasileira estivesse bastante consciente das idéias do pan-africanismo no exterior, optou por não aderir declaradamente à causa. Poder-se-ia concluir que era realmente fraca a orientação africanista no movimento negro brasileiro da época
Art · Humanities · Political science · Literature, Culture, and Criticism
| Highly cited | No |
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