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O Pliocénico de Pombal (Bacia do Mondego, Portugal Oeste)

Biostratigrafia, paleoecologia e paleobiogeografia

Bibliographic Data

ID20481649
AuthorsFilomena Diniz (0009-0003-6817-0858, Museu Nacional de História Natural e da Ciência), Carlos Marques Da Silva (0000-0001-8440-5600, Instituto de Geociencias), Mário Cachão (0000-0002-9490-4128, Instituto de Geociencias)
Year2016
Issue14
Pages41-59
Publication date2016-06-22
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueEstudos do Quaternário / Quaternary Studies (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0874-0801 • E-ISSN: 2182-8660
PublisherAPEQ Associacao Portuguesa para o Estudo do Quaternario (PUBLISHER)
DOI10.30893/eq.v0i14.120
OpenAlexW2512510503
LanguagePT
Citations received2

No presente trabalho são apresentados dados palinológicos inéditos da importante sequência do Pliocénico português em Pombal. Em paralelo, conjugando os dados dos vários proxies paleontológicos estudados nesta sequência, é feito o ponto da situação do conhecimento sobre nanofósseis calcários e associações de fósseis de moluscos, nomeadamente no que concerne ao seu significado biostratigráfico, paleoecológico e paleobiogeográfico. No tocante à Palinologia, a investigação dos níveis fossilíferos do Pliocénico da região em estudo evidencia uma microflora de carácter mesófilo. A presença de Taxodiaceae substituindo táxones mais termófilos como Cyrillaceae / Clethraceae indicaria descida da temperatura relativamente ao Zancleano, bem patente na sequência de Rio Maior. Na secção média da camada lignitosa (sondagem P1) a presença de Symplocos, táxon megamesotérmico, pressupõe uma ligeira subida de temperatura. O estudo palinológico da sequência representada na sondagem F58 da Bacia de Rio Maior demonstra que ela abrange o Zancleano e o Placenciano; a microflora de Pombal aqui descrita e discutida é correlacionável com o topo do conjunto esporo-polínico F da referida sequência, posicionando-se no topo do Zancleano ou na metade inferior do Placenciano ante 3,0 Ma. Em termos do significado das associações de nanofósseis calcários ricas em Coccolithus pelagicus s.l. é proposta uma interpretação, não baseada em condições paleoambientais subpolares oceânicas, mas sim em condições de afloramento costeiro (de upwelling) persistente e maior paleoprodutividade oceânica ao largo da costa ocidental da Ibéria de então. A associação de moluscos gastrópodes indica ambiente marinho pouco profundo, de salinidade normal e temperaturas subtropicais. Esta associação de gastrópodes sugere correlação com a Mediterranean Pliocene Molluscan Unit 1 do Mediterrânico, i.e., com uma idade pliocénica ante 3,0 Ma. A conjugação dos dados dos nanofósseis calcários e dos moluscos sugere para os níveis fossilíferos marinhos pliocénicos da região de Pombal um posicionamento cronostratigráfico abrangendo desde o topo do Zancleano até à metade inferior do Placenciano, desde cerca dos 3,70-3,61 Ma aos 3,0 Ma, ou mesmo apenas até aos 3,52 Ma, se se tiverem em conta dados dados isotópicos de 87Sr/86Sr

Humanities · Geological and Geophysical Studies · Paleontology and Evolutionary Biology · Paleontology and Stratigraphy of Fossils · Philosophy

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