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Impacto Da Pandemia Pela Covid-19 E Modelos De Aprendizagem De Máquina Para Predição De Nascimentos Prematuros Nas Capitais Da Região Nordeste Do Brasil, 2018-2021

Bibliographic Data

ID21429985
AuthorsJosé Maurício Matapi da Silva Matapi, Heitor Victor Veiga da Costa (0000-0003-2525-6689), Fernando M de Paula Neto (0000-0003-4264-1124)
Year2023
Volume37
Issue1
Publication date2023-04-11
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueCadernos de Estudos Sociais (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0102-4248 • E-ISSN: 2595-4091
PublisherFundacao Joaquim Nabuco (PUBLISHER)
DOI10.33148/cesv37n1(2022)2122
OpenAlexW4376492142
LanguagePT
References cited2

O nascimento prematuro é um problema global devido a suas implicações para a morbidade e mortalidade. Consiste em um dos principais fatores de risco para a mortalidade neonatal e infantil. O parto pré-termo é definido como aquele cuja gestação termina entre a 20a e a 37a semanas ou entre 140 e 257 dias após o primeiro dia da última menstruação. Para este estudo, utilizou-se dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) das capitais da região Nordeste do Brasil, entre 2018 e 2021. Foi Verificado se os dois primeiros anos da pandemia pela covid-19 trouxeram impactos significativos para as distribuições das métricas de performance, em comparação ao que foi utilizado para treinamento e validação dos modelos. Foram aplicados seis algoritmos de aprendizado de máquina (Regressão Logística, Análise Discriminante Linear, Perceptron Multicamadas, AdaBoost, Árvore de decisão e Floresta Aleatória) para predição de prematuridade. Os modelos apresentaram como resultado queda na métrica Area Under the roc Curve (AUC) nos anos de 2020 e 2021 em relação a 2018 e 2019, com ênfase para os modelos Adaboost, Floresta Aleatória e Árvore de decisão, com quedas superiores a 10% atestadas pelos testes estatísticos de Kruskal-Wallis e Nemenyi. Como causadores da queda de performance dos modelos, foi identificado que as variáveis mês do início do pré-natal e idade perderam aderência em relação à base de treino. Os modelos apresentaram boa performance preditiva, contudo, a utilização de modelos baseados em árvores deve ser feita com cautela, visto que estes são mais instáveis e que a covid-19 trouxe impacto na distribuição das variáveis idade e mês de início de pré-natal. Para treinamento de novos modelos, atenção às variáveis de entrada e ao período utilizado para treinamento. Para soluções já estabelecidas, considerar o seu retreinamento. PALABRAS-CHAVE: Prematuridade. Saúde. Inteligência Artificial. Aprendizado de Máquina. covid-19

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