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Um olhar discursivo para a forma histórica dos protestos

Retorno aos protestos pós-junho de 2013

Dados Bibliográficos

ID21430734
AutoresTiago Alves da Silva Lopes (0000-0002-0774-3013, Universidade Federal de Pelotas), Luciana Iost Vinhas (0000-0003-1026-2277, Universidade Federal do Rio Grande do Sul)
Ano2022
Fascículo41
Páginas403-419
Data de publicação2022-02-20
Peer ReviewedSim
Open AccessSim
TipoARTICLE
PeriódicoCaderno de Letras (JOURNAL)
Identificadores do periódicoISSN: 0102-9576 • E-ISSN: 2358-1409
EditoraUniversidade Federal de Pelotas (PUBLISHER)
DOI10.15210/cdl.v0i41.21888
OpenAlexW4400878931
IdiomaPT
Referências citadas1

O Brasil do século XXI é sócio-historicamente constituído por diferentes embates no campo político-ideológico, começando com a eleição de Lula, em 2002, e, atualmente, com o governo de Bolsonaro. A partir de 2013, durante o primeiro governo de Dilma Rousseff, é possível afirmar que os protestos se intensificaram no país, aparecendo como ponto simbólico que inaugura a disputa nas ruas na última década. O presente artigo trabalha sobre os protestos como uma forma histórica, designada como forma-protesto, embasando-se nas jornadas de junho de 2013 para delimitar a teorização. A visada teórico-analítica a partir da qual o trabalho é desenvolvido é a Análise Materialista de Discurso, que, com sua sustentação no materialismo histórico-dialético, garante os elementos necessários para a observação da forma-protesto, considerando, especialmente, as modalidades de subjetivação proposta em Pêcheux (2014). Desde a circulação do enunciado “O gigante acordou” é possível afirmar que os manifestantes representam a posição da burguesia liberal, como bom sujeito, não rompendo com a formação social capitalista, ao passo que as manifestações posteriores, a partir das que pediam pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff passaram a se identificar com uma posição que sustenta o fim das instituições democráticas, em um funcionamento fascista. A reivindicação pelo fim do capitalismo ainda não tem força nos protestos do Brasil contemporâneo, resultando em posições contraditórias entre direita e esquerda

Humanities · Political science · Brazilian cultural history and politics · Philosophy · Social and Political Issues · Youth, Politics, and Society

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Velocidade de citaçãohistorical
Altamente citadoNão
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