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Seetha, a serpente, a tumba, tiki pop and surf rock

O “Orientalismo” na trilha musical

Bibliographic Data

ID21432010
AuthorsHeloísa De Araújo Duarte Valente (0000-0002-3250-6722), Paulo César Baptista (0009-0006-2258-0968)
Year2025
Volume25
Issue1
Pages43-70
Publication date2025-09-23
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Música (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 0103-5525 • E-ISSN: 2238-7625
PublisherUniversidade de São Paulo. Agência de Bibliotecas e Coleções Digitais (PUBLISHER)
DOI10.11606/issn.2238-7625.rm.2025.236541
OpenAlexW4414601275
LanguageEN

Este artigo analisa a representação do Oriente na cultura midiática ocidental por meio da música tomando, como estudo de caso, a cena da dança de Seetha no filme Sepulcro Indiano (Fritz Lang, 1959). A trilha original faz uso de arranjos orquestrais associados ao exotismo para construir uma paisagem sonora que evoca mistério e sensualidade. A análise se apoia no conceito de contrato audiovisual de Chion (1990), revelando como som e imagem se articulam para produzir sentido. Em contraponto, a substituição da trilha por Misirlou, em arranjo de Martin Denny, insere a estética tiki pop e altera significativamente a atmosfera da cena, esvaziando sua dramaticidade e intensificando o aspecto kitsch. O artigo aborda como o "Oriente" é sistematicamente representado como exótico, de forma estereotipada, pelo viés do Ocidente. Apoiado na semiótica da cultura de Iuri Lotman (1981), considera-se a incorporação da canção Misirlou como exemplo de “movência” da obra (Zumthor, 2005), possibilitando a incorporação de extrínsecos a uma dada cultura. A persistente estetização do exótico, em contextos midiáticos, cria paisagens sonoras que, embora descontextualizadas, permanecem no imaginário ocidental. Tendo como referenciais teóricos, os conceitos de tópicas musicais, canção das mídias, nomadismo, pergunta-se: Que elementos estão nelas presentes que levam ao conceito assimilado pelo imaginário do ouvido ocidental, elaborado pelos arranjadores? A presença de elementos capturados –e filtrados- pela cultura do Ocidente, mantêm-se como componentes de um “Oriente” genérico e impreciso: a adoção da escala Hijaz (frígio dominante) e timbres específicos apontam que sistemas modais ainda causam estranhamento, dada a falta de hábito de escuta

Classical music · Musical · Order (exchange) · Point (geometry) · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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