O que é, o que é
A morte? Notas e reflexões sobre o conceito de morte em Martin Heidegger
Bibliographic Data
| ID | 21434848 |
|---|---|
| Authors | Joseane Camila De Castro (0000-0002-3811-405X, Centro Universitário Serra dos Órgãos), Murilo Cardoso De Castro (0000-0001-8809-5443) |
| Year | 2021 |
| Volume | 33 |
| Issue | 59 |
| Publication date | 2021-08-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista de Filosofia Aurora (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0104-4443 • E-ISSN: 1980-5934 |
| Publisher | FapUNIFESP (SciELO) (PUBLISHER) |
| DOI | 10.7213/1980-5934.33.059.ao01 |
| OpenAlex | W3196954595 |
| Language | PT |
Tendo como ponto de partida a expressão “Um humano [Mensch] logo que nasce já é bastante velho para morrer”, escrita por Martin Heidegger em Ser e Tempo, este artigo se apresenta como uma ousada tentativa de releitura do conceito de morte, dada a dificuldade de interpretação de sua magnum opus, em especial da segunda parte da obra. Esta empreitada se concentrou em buscar compreender a morte, o ser-para-a-morte e a antecipação, conceitos fundantes do pensamento heideggeriano e reunidos aqui sob uma nova perspectiva. Para além da interpretação cotidiana deste conceito - que deve ser de imediato colocada em suspenso - ou ainda de uma parte significativa das leituras especializadas de Heidegger, este trabalho entende que a morte, no horizonte do pensamento heideggeriano, é o processo cotidiano de atualização (ato) de possibilidades (potência) no interior da experiência humana. Tendo a fenomenologia como recurso de análise, e o fenômeno da morte como chave de acesso à questão do sentido da morte, foi possível reunir aqui um conjunto de notas e direção para se compreender todos os existenciais como sinônimos de morte, o que se evidencia na condição cotidiana de um Dasein impróprio, inautêntico, e no aparecimento (Erscheinung) de um mim-mesmo prevaricado com a-gente (das Man), à semelhança caricatural de um “morto-vivo”, um “zumbi”, tema muito em voga, nos dias de hoje, em filmes e séries. Embora o “humano” - cotidianamente sujeito a representações sucessivas - se atenha a isto ou aquilo, em ser-para-a-morte se está livre de todo apego a isto ou aquilo, na aquiescência tanto disto quanto daquilo, na proximidade de tudo e pertencimento a nada, no “deixar-ser” (Gelassenheit)
Humanities · Memory, Trauma, and Testimony · Palliative and Oncologic Care · Philosophy · Psychology and Mental Health
| Highly cited | No |
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