Epistemologia da ignorância
Tipologia e possíveis contribuições para a Filosofia da Ciência
Bibliographic Data
| ID | 21510709 |
|---|---|
| Authors | Heitor Matallo (0009-0001-1337-746X, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, corresponding author) |
| Year | 2025 |
| Volume | 49 |
| Issue | 1 |
| Publication date | 2025-06-18 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Ciência & Trópico (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0304-2685 • E-ISSN: 2526-9372 |
| Publisher | Fundacao Joaquim Nabuco (PUBLISHER) |
| DOI | 10.33148/ctrpico.v49i1.2537 |
| OpenAlex | W4411410619 |
| Language | PT |
Conhecimento é entendido como o oposto de ignorância. O mundo ocidental, desde os seus primórdios, luta por obter conhecimento e vencer a ignorância. Isso levou à ideia de que a ignorância não é um objeto do conhecimento e a epistemologia (bem como a Filosofia da Ciência) não devotou uma linha sequer a esse tema até meados dos anos 1980. O conhecimento tem sido sinônimo de razão, o que também se opõe à ignorância como um fato epistêmico. Neste artigo vamos discutir o tema da ignorância e de como ela pode se transformar numa epistemologia. Vamos mostrar brevemente a tipologia da ignorância e seus aspectos negativos, como a ausência de conhecimento, falsas perspectivas ativamente sustentadas, a chamada ignorância pluralística e aquela entendida como uma prática epistêmica substantiva. Vamos mostrar também que a ignorância pode ter um aspecto positivo: esta é a ignorância estratégica, que pode ser utilizada por indivíduos ou grupos vitimizados como uma estratégia de sobrevivência. Discutimos também o trabalho de Charles Mills sobre o contrato racial e de como a ignorância branca impregna de racismo a sociedade ocidental desde o Iluminismo. As diferenças entre ignorância e estupidez são mencionadas, bem como a importância de sua superação para a política e a convivência democrática
Humanities · Epistemology, Ethics, and Metaphysics · Philosophy · Science and Science Education
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