Correr por gosto tem de cansar
Da prova(ção) física como prova moral nas corridas “populares” de estrada
Bibliographic Data
| ID | 21576342 |
|---|---|
| Authors | João Sedas Nunes (0009-0006-5934-431X, Universidade Nova de Lisboa, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 44 |
| Pages | 25-33 |
| Publication date | 2024-01-01 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Forum Sociológico (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 0872-8380 • E-ISSN: 2182-7427 |
| Publisher | OpenEdition (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4000/11xj0 |
| OpenAlex | W4400274701 |
| Language | EN |
| References cited | 11 |
Confluindo no regime geral da mercadoria capitalista, nos últimos anos multiplicaram-se as provas de corrida em Portugal. Paga-se para participar, com contrapartidas que não se esgotam no ato de correr, e muitas das provas contam com patrocinadores. Embora a oferta mercantil tenda a constituir procuras específicas, não basta “olhar” para o tipo de prova para identificar as modalidades de participação a que os corredores se prestam. O efeito de mercantilização far-se-á sentir sobretudo na diversificação dos públicos: mais homogéneos nas provas com menor visibilidade. Centrada nas provas de estrada entre os 10 km e a maratona, com base em observação participante, exploram-se duas das três relações apuradas com a prática atlética, as das competitividades ascética egocêntrica e ascética sociocêntrica, guiada por certos enigmas: que sentido comporta a proeza atlética? Como e o que comprova? Para que juízos morais abre? Quais as disposições que combinam com o “ascetismo laborioso”
Art · Humanities · Philosophy · Physical Education and Sports Studies · Sport and Mega-Event Impacts · Sports, Gender, and Society
| Highly cited | No |
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