É verde o que se pinta de verde
Reflexões Sobre a Financeirização Da Natureza
Bibliographic Data
| ID | 21710054 |
|---|---|
| Authors | Marcela De Avellar Mascarello (0000-0002-6964-6382, Universidade Federal de Santa Catarina), Caio Floriano Dos Santos (0000-0003-0229-4869) |
| Year | 2024 |
| Volume | 34 |
| Issue | 2 |
| Pages | 96-112 |
| Publication date | 2024-11-06 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | JURIS - Revista da Faculdade de Direito (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1413-3571 • E-ISSN: 2447-3855 |
| Publisher | Universidade Federal do Rio Grande (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14295/juris.v34i2.17664 |
| OpenAlex | W4404276116 |
| Language | PT |
Esse artigo busca discutir criticamente a economia verde e seus instrumentos, especialmente o pagamento por serviços ambientais, tendo como base teórica a crítica ao capitalismo e à colonialidade, bem como trazendo alternativas ao desenvolvimento. O método empregado é o dedutivo e as técnicas de pesquisa adotadas foram a revisão bibliográfica e documental. Entendemos que não é possível analisar uma política de forma isolada do seu contexto. Nesse sentido, verifica-se que a economia verde é mais um subterfúgio do capitalismo e da sociedade hegemônica de se reinventar em suas crises cíclicas, sendo essas ideias fortalecidas nas crises de 1960 e 2008, ganhando envergadura em 2012 na Rio +20. Mais do que uma forma de driblar a crise abafando as críticas sociais e possíveis revoluções, essa estratégia permitiu e permite que a natureza contribua ainda mais na acumulação de capital. Agora, mais do que matéria prima, a natureza se tornou uma mercadoria que pode ser negociada (seja preservada ou devastada/poluída), há uma métrica que estabelece em valor monetário para um ecossistema. Essa financeirização da natureza está dentro de uma lógica antropocêntrica e utilitarista e vai contra as formas de ‘con-viver’ nos territórios de povos e comunidades tradicionais. No que se refere à PNPSA entendemos ser uma política nova que precisa ser melhor analisada. No entanto, o contexto em que foi aprovada nos dá alguns indícios de que o seu objetivo, ao fim e ao cabo, não é a preservação e conservação da natureza. Ao invés de investir em políticas estimuladas pelo Banco Mundial, entendemos que devemos aprender com os povos e populações tradicionais para uma possível reversão da crise ambiental que vivemos; para um bem viver e bons ‘con-viveres’; para evitar ‘a queda do céu’
Art · Cape verde · Ethnology · Humanities · History · Urban Development and Societal Issues · Geology
| Highly cited | No |
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