O mito da cidade justa
Considerações sobre um uso filosófico da mimese em Platão
Bibliographic Data
| ID | 21710959 |
|---|---|
| Authors | Mateus Lima dos Santos (GTx (United States), corresponding author) |
| Year | 2023 |
| Volume | 2 |
| Issue | 25 |
| Pages | 140-159 |
| Publication date | 2023-02-05 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Revista Ética e Filosofia Política (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1414-3917 • E-ISSN: 2448-2137 |
| Publisher | Universidade Federal de Juiz de Fora (PUBLISHER) |
| DOI | 10.34019/2448-2137.2022.40222 |
| OpenAlex | W4392151089 |
| Language | EN |
| References cited | 9 |
O ataque de Platão à mimese parece reducionista a ponto de muitas interpretações a conceberem como uma noção essencialmente negativa. Na República (X 595c-608b), o filósofo teria definido as artes representativas através de tal conceito, expulsando os imitadores de sua cidade sob o pretexto de que engendrariam imagens distantes do inteligível (R. X 595c-602b). No entanto, a constituição política elaborada por Platão é apresentada como uma “pintura” (Ti. 19b) “imaginada em palavras” (R. VI 501e), quer dizer, ela possui o mesmo estatuto dos trabalhos miméticos que são criticados na República. O diálogo Timeu-Crítias (29b, 107b) parece dar margem para a dissolução deste aparente paradoxo ao apresentar a mimese como uma propriedade do mundo e da linguagem. Desse modo, o conceito de mimese não poderia ser reduzido a uma concepção unitária, nem tampouco negativa, como as páginas do último livro da República poderiam sugerir. O presente artigo pretende investigar a possibilidade do uso filosófico da mimese examinando sua natureza na filosofia de Platão. Parece haver uma limitação da linguagem que impede um discurso fixo e estável (epistêmico) sobre a cidade justa. Restaria, então, recorrer à mimese. Palavras-chave: Platão; mimese; poesia; política
Humanities · Classical Antiquity Studies · Classical Philosophy and Thought · Philosophy
| Highly cited | No |
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