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Polícia É Profissão, Policial É Trabalhador; Não É Tropa”. Sobre a Utopia Do Trabalho Policial No Brasil

Bibliographic Data

ID21711271
AuthorsSusana Durão (0000-0001-8096-6806, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Wellynton Samuel Oliveira De Souza (0009-0005-9210-3473, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)), Wellynton Souza
Year2022
Volume14
Issue3
Pages66-83
Publication date2022-03-09
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
Venue(Syn)thesis (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1414-915X • E-ISSN: 2358-4130
PublisherUniversidade do Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER • BR)
DOI10.12957/synthesis.2021.65834
OpenAlexW4312636829
LanguagePT
References cited7

Nos últimos anos, policiais civis e policiais militares insatisfeitos têm se envolvido na formação de movimentos sociais e grupos de atuação em rede. O caso mais proeminente de resistência ao status quo policial no Brasil é o Movimento dos Policiais Antifascismo (MPAF). Argumentamos que o MPAF pode ser perspectivado como um novo formato de organização no conjunto das políticas do trabalho policial e no cenário brasileiro de mobilizações policiais, reclamando a participação destes profissionais na discussão sobre segurança pública no Brasil. Uma das singularidades do MPAF é a afirmação política da necessidade de reconhecer o/a policial enquanto trabalhador/a. Com base em análises documentais, mediáticas e a realização de entrevistas semiestruturadas, o presente texto visa interpretar o que está em jogo quando integrantes do MPAF reclamam a categoria de trabalhador. Os integrantes se movem entre a gramática do associativismo sindical clássico de movimentos de trabalhadores e a produção de um imaginário utópico do trabalho policial e do trabalhador polícia. Concluímos que a noção de polícia e policiamento construída por este movimento progressista embrionária nas polícias brasileiras desafia teorias sobre a polícia e se configura, como outros, em processos de democratização, descolonização e desenvolvimento

Political science · Sociology · Policing Practices and Perceptions

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Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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