Elementos para uma análise grafemática de tempos pretéritos
Uma experiência metodológica aplicada a um manuscrito oitocentista
Bibliographic Data
| ID | 21712838 |
|---|---|
| Authors | Adilson Silva (0000-0001-9753-2887, Universidade Federal da Bahia, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 24 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2024-04-04 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | A Cor das Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-8973 • E-ISSN: 2594-9675 |
| Publisher | Universidade Estadual de Feira de Santana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.13102/cl.v24i2.10173 |
| OpenAlex | W4401333127 |
| Language | PT |
Este artigo tem como objetivo apresentar uma experiência metodológica, pautada no estudo grafemático da representação dos fonemas /z/, /s/ e /ʃ/, a partir da edição semidiplomática do Livro de Razão do Campo Seco, manuscrito produzido entre 1794 e 1838, por três pessoas da família Pinheiro Canguçu (Antônio Pinheiro Pinto, Inocêncio José Pinheiro Pinto e Miguel Joaquim de Castro Mirante[1]) em Bom Jesus dos Meiras, atual cidade de Brumado. Para tanto, caracterizamos , brevemente, o manuscrito, definindo-o, destacando o suporte material e o perfil dos principais scriptores - Antônio Pinheiro Pinto, Inocêncio José Pinheiro Pinto. Em seguida, demostramos como o conhecimento da história da ortografia portuguesa e o conjunto de evidências metalinguísticas da época do documento, além da identificação do grau de escolarização dos scriptores, são fatores essenciais para a análise grafemática de tempos pretéritos. Os resultados obtidos revelam que os scriptores do Campo Seco espelham no Livro de Razão uma produção gráfica semelhante ao que circulava nos jornais, dicionários e cartas de letrados ilustres consultados. Os dados reforçam a hipótese de ortografia pendular defendida por Barbosa (1999) e descontroem a ideia de que os senhores o Campo Seco tinham pouca escolarização, já que possuíam pouco conhecimento linguístico, conforme Santos Filho (2012)
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