Método Lapelinc
Possibilidades para a transcrição paleográfica
Bibliographic Data
| ID | 21712922 |
|---|---|
| Authors | Liliana de Almeida Nascimento Ferraz (0000-0003-2266-5356), Graciethe Da Silva de Souza (0000-0001-5168-0972), Jaqueline Cunha Ribeiro (0000-0002-2033-6164), Patrick Pereira Campos Brito, Jorge Viana Santos (0000-0002-8548-4379) |
| Year | 2022 |
| Volume | 23 |
| Issue | 2 |
| Pages | 170-187 |
| Publication date | 2022-12-28 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | A Cor das Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-8973 • E-ISSN: 2594-9675 |
| Publisher | Universidade Estadual de Feira de Santana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.13102/cl.v23i2.7641 |
| Language | ES |
Com o advento das novas tecnologias tornou-se possível preservar a memória e/ou informações cruciais do passado histórico de um povo de forma científica. Dentre outros métodos possíveis de preservação e acesso a documentos históricos, destacamos o método desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Linguística de Corpus (LAPELINC). Por meio da fotografia cientificamente controlada, o Método Lapelinc visa à formação de corpora linguístico-eletrônicos, considerando-se, neste caso, a Fotografia como linguagem técnica. Conforme Santos e Namiuti (2019, p. 1383), o Método Lapelinc se caracteriza por ser um método de construção de corpora digitais anotados e cientificamente controlados, no qual se parte de um Documento Físico (DF) e constrói-se um Documento Digital Imagem (DDI), este último servirá de fonte original digital para os processos de constituição de corpora eletrônicos anotados, processos estes que terão como resultado o Documento Digital Texto (DDT). De acordo com os autores, esse método possui três etapas de fluxo de trabalho: a transposição, a transcrição e a compilação de corpora. Aqui, por recorte, mostraremos como se dá a segunda etapa do Método Lapelinc, isto é, a transcrição, salientando as diferentes contribuições que o paleógrafo pode ter ao desenvolver a transcrição paleográfica a partir de um suporte digital imagem, visto que existem dificuldades paleográficas como o tipo de escrita, letras deformadas e outras, que, de acordo com Contreras (1994), advêm de duas influências contrárias: da mão que escreve e do olho que lê. No âmbito deste recorte, procura-se responder às seguintes questões: Quais novas possibilidades o Método Lapelinc dá à paleografia através do DDI, por ser este um documento digital fotográfico? Como o Método Lapelinc auxilia nas dificuldades encontradas pela paleografia para ler um documento manuscrito, mais especificamente o oitocentista? Para respondê-las, mobilizamos os pressupostos de Namiuti e Santos (2017), Santos e Brito (2014), Namiuti-Temponi Santos, Costa e Farias (2013), Souza e Santos (2013), principais autores que propuseram e desenvolveram tal método
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