Assentos de casamentos da Freguesia de Santo Antônio do Urubu de baixo do Rio São Francisco (1719-1753)
Ler e escrever conforme as testemunhas
Bibliographic Data
| ID | 21712971 |
|---|---|
| Authors | Lécio Barbosa de Assis (0000-0001-9343-6900, Southwest Bahia State University), Jorge Augusto Alves Da Silva (0000-0002-4198-8049, Southwest Bahia State University), Vera Pacheco (0000-0002-7986-7701, Southwest Bahia State University) |
| Year | 2024 |
| Volume | 24 |
| Issue | 2 |
| Publication date | 2024-04-04 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | A Cor das Letras (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1415-8973 • E-ISSN: 2594-9675 |
| Publisher | Universidade Estadual de Feira de Santana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.13102/cl.v24i2.10159 |
| OpenAlex | W4401335954 |
| Language | PT |
O principal interesse desse estudo é analisar as práticas sociais da cultura escrita, com especial atenção ao exame das assinaturas das testemunhas de casamentos, presentes no primeiro livro de registros paroquiais da Freguesia de Santo Antônio do Urubu de baixo do Rio São Francisco, Capitania de Sergipe d’El Rey do século XVIII. Como base teórico-metodológica, utilizou-se a perspectiva da História Social da Cultura Escrita (CASTILLO GÓMEZ, 1999; 2003; CASTLLO GÓMEZ; SÁEZ, 1994; PETRUCCI, 2000; 2002) e as interfaces necessárias entre a Filologia e a Paleografia (SPINA, 1977; CAMBRAIA, 2005; BERWANGER; LEAL, 2008). Assim, a presente investigação configura-se como um estudo de um corpus diacrônico a partir da leitura e da transcrição paleográfica, descrição e análise das assinaturas das testemunhas de casamentos, produzidas por uma classe dominante e por pessoas socialmente autorizadas para ordenar relações e práticas sociais (CASTILLO GÓMEZ, 2003), refletindo etapas pretéritas das habilidades de ler e escrever, permitindo a realização de um estudo, segundo a caracterização de Magalhães (1996). Os registros de casamentos seguiam a um formulário preestabelecido pelas Ordenações do Sagrado Concílio Tridentino (1545-1563) e das Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia (1707), exarados pelos párocos, que no ato do registro assinavam o documento, juntamente com as testemunhas. Nesse sentido, as questões que se propõe são: quem soube escrever naquele momento particular e quais as relações sociais são representadas pela materialidade da escrita naquele microcosmo social do sertão de baixo do século XVIII? Para essas perguntas, a hipótese inicial é a de que a instrução estava diretamente relacionada com as classes da sociedade e específica para cada sexo, e teria sido este o motivo, o qual determinadas testemunhas não grafaram seus nomes no documento
| Citation velocity | historical |
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| Highly cited | No |