“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça”
Bibliographic Data
| ID | 21733205 |
|---|---|
| Authors | Diego Santos Vieira De Jesus (0000-0001-6114-7266, Escola Superior de Propaganda e Marketing), Daniel Kamlot (0000-0002-6976-6333, Escola Superior de Propaganda e Marketing), Veranise Jacubowski Correia Dubeux (0000-0002-8720-1168, Escola Superior de Propaganda e Marketing), Patrícia Cerqueira Reis (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Diogo Tavares Robaina |
| Year | 2020 |
| Volume | 32 |
| Issue | 2 |
| Pages | 250-279 |
| Publication date | 2020-02-29 |
| Peer Reviewed | Yes |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Caderno Espaço Feminino (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1516-9286 • E-ISSN: 1981-3082 |
| Publisher | EDUFU - Editora da Universidade Federal de Uberlandia (PUBLISHER) |
| DOI | 10.14393/cef-v32n2-2019-13 |
| OpenAlex | W3043826164 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
Com base predominantemente na obra de Reis (2018) acerca da construção de marcas de cidades e na teoria performativa de gênero desenvolvida por Butler (1990), o objetivo é examinar a performatividade da mulher na identidade, na imagem e na reputação da Marca Rio entre 2016 e 2018. O argumento central aponta que, nas manifestações das evidências físicas e simbólicas da identidade da Marca Rio, a mulher é objetificada em face do agravamento da violência contra o gênero feminino na cidade no período em foco. A violência física fica clara no aumento de casos de feminicídio e de violência doméstica contra a mulher, enquanto a violência simbólica evidencia-se na participação marginal das mulheres no mercado de trabalho – no qual permanecem mal remuneradas e concentradas em funções menos valorizadas –; na sub-representação na formulação de políticas públicas no Rio de Janeiro e nas representações culturais sexualizadas da cidade, apesar da maior participação feminina na dimensão sociocultural da identidade carioca. Na imagem da cidade – formada pelos esforços de comunicação da e sobre a marca Rio –, ainda que se tenha uma maior atenção ao gênero feminino nas comunicações de serviços públicos e de engajamento, perpetua-se a quase invisibilidade da mulher nas comunicações de negócios. Os estereótipos generificados e objetificantes que situam a mulher em posições subalternas são gradualmente questionados nas comunicações de visibilidade internacional e de opinião pública, mas tais comunicações ainda se mostram incapazes de contribuir para uma efetiva eliminação de estruturas patriarcais e misóginas vigentes na cidade. Diante do desempenho insatisfatório do Rio de Janeiro no que diz respeito à igualdade de gênero, a reputação da cidade acaba sendo prejudicada quando comparada às avaliações internacionais de outras marcas de cidades. Neste recorte, verifica-se que a construção da identidade e da imagem da Marca Rio, em vários aspectos, é um processo generificado que associa o Rio de Janeiro a um status quo de manutenção e reprodução da desigualdade de gênero na cidade.. PALAVRAS-CHAVE: Marca de cidade. Rio de Janeiro. Gênero
Art · Humanities · Sociology · Gender, Sexuality, and Education
| Citation velocity | historical |
|---|---|
| Highly cited | No |