Kant como pai do pessimismo? Sobre a heterodoxa interpretação de Eduard von Hartmann da origem do pessimismo moderno
Bibliographic Data
| ID | 21734247 |
|---|---|
| Authors | Maurício Pan (Universidade Federal de Santa Catarina), Vilmar Debona (0000-0002-0411-3358, Universidade Federal de Santa Catarina) |
| Year | 2025 |
| Volume | 22 |
| Issue | 1 |
| Pages | 91-106 |
| Publication date | 2025-01-31 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Studia Kantiana (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1518-403X • E-ISSN: 2317-7462 |
| Publisher | Universidade Federal do Parana (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5380/sk.v22i1.93995 |
| OpenAlex | W4405909548 |
| Language | PT |
| References cited | 1 |
A Pessimismus-Frage consistiu num acalorado debate filosófico que ocorreu na segunda metade do século XIX, na Alemanha e em boa parte da Europa, e que, hoje, está sendo “redescoberta”. Com a tardia valorização da filosofia de Schopenhauer, uma das suas mais influentes recepções se deu devido ao seu chamado pessimismo metafísico, o que motivou novos defensores do pessimismo moderno na Filosofia ocidental e também seus adversários. Embora seja raramente questionado que a origem desse pessimismo moderno esteja na obra de Schopenhauer, um importante filósofo do referido movimento, Eduard von Hartmann, contestou esse julgamento, reivindicando para Kant a fundamentação do pessimismo moderno, a ponto de considerar o último como o verdadeiro pai do pessimismo (Vater des Pessimismus). O presente artigo assume um duplo objetivo principal: analisar quais elementos da filosofia kantiana Hartmann mobiliza para defender tal epíteto ao autor da Crítica da razão prática e ponderar em que medida sua defesa se sustentaria ante à filosofia schopenhaueriana
Art · Humanities · Kantian Philosophy and Modern Interpretations · Nietzsche, Schopenhauer, and Hegel · Philosophy · Philosophy and Historical Thought
| Highly cited | No |
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