Falar e coordenar-se
Do Social Ao Privado
Bibliographic Data
| ID | 21735311 |
|---|---|
| Authors | Eduarda Calado Barbosa (0000-0002-2478-9670, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 25 |
| Issue | 1 |
| Pages | 1-15 |
| Publication date | 2024-03-26 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Filosofia Unisinos (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1519-5023 • E-ISSN: 1984-8234 |
| Publisher | UNISINOS - Universidade do Vale do Rio Dos Sinos (PUBLISHER) |
| DOI | 10.4013/fsu.2024.251.02 |
| OpenAlex | W4393385003 |
| Language | EN |
| References cited | 10 |
O paradigma informacional da comunicação estipula que agentes usam a fala para transmitir informação não-redundante a outros agentes. Se olharmos para a fala auto-direcionada e, em particular, para a fala privada, no entanto, nos deparamos com um claro contraexemplo: nela, os papéis de falante e ouvinte coincidem no mesmo agente. Meu objetivo aqui será, então, somar-me aos esforços de buscar um paradigma alternativo que explique a fala privada, em seus vários usos, intrapessoais e intersubjetivos. Para isso, considero dois candidatos: o paradigma disposicional e o deôntico, segundo os quais a fala serve, respectivamente, para gerar disposições e para negociar compromissos em ações coordenadas. Ao comparar os méritos de ambos, mostro que o segundo é preferível por conseguir explicar usos da fala privada com função fática mais facilmente que o primeiro. Tais usos evidenciam que a comunicação também pode voltar-se para aspectos de sua própria infraestrutura e da ação-entre-participantes. Lamentavelmente, eles vêm sendo negligenciados na literatura filosófica, embora pareçam ser peça-chave de qualquer resposta completa à pergunta “Por que falamos?”
Art · Humanities · Linguistics and Education Research · Linguistics and Language Studies · Philosophy
| Highly cited | No |
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