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Zungus, mídia e a (in)segurança pública

As espacialidades e vivências negras na cidade Rio de Janeiro durante a segunda metade do século XIX

Bibliographic Data

ID21771528
AuthorsIvan Ignácio Pimentel (0000-0002-8174-4241, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Felipe Souza dos Santos Felipe Souza dos Santos, Felipe Souza Dos Santos (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Ulisses Da Silva Fernandes (0000-0003-2946-3589, Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Ulisses da Silva Fernandes Ulisses da Silva Fernandes
Year2026
Volume22
Issue1
Publication date2026-01-26
Peer ReviewedYes
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRevista Tamoios (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1676-1995 • E-ISSN: 1980-4490
PublisherUniversidade do Estado do Rio de Janeiro (PUBLISHER • BR)
DOI10.12957/tamoios.2026.85498
OpenAlexW7133310821
LanguageCA

Por contemplarmos o espaço como algo não fechado, mas em constante construção, o presente trabalho tem por objetivo geral compreender os zungus como espacialidades negras responsáveis pela manutenção da cultura afro-diaspórica na cidade do Rio de Janeiro durante o século XIX, apesar do empenho da branquitude em apagar sua memória, através dos projetos de higienização e controle dos corpos. Ao ser condenado em sua própria existência, os corpos negros, tão presentes no cotidiano da cidade, conforme destacam as pinturas de Debret, tem as suas espacialidades usurpadas pelas narrativas construídas e cristalizadas pela branquitude. Por isso, as Geografias Negras têm o papel de [re]construir o espaço a partir de narrativas subalternizadas, pois ao mostrar que toda existência é espacial, tencionam-se as invisibilidades ou até mesmo ocorrem apagamentos idealizados pelo discurso dominante. Para a elaboração do artigo em tela, inicialmente realizamos uma pesquisa documental na hemeroteca digital da Biblioteca Nacional, buscando recuperar notícias de jornais a respeito dos zungus, na segunda metade do século XIX. Em seguida, selecionamos as matérias mais expressivas e utilizamos a metodologia de análise do discurso visando verificar o discurso ideológico nelas embutidos, uma vez que as reportagens não só denunciavam, mas também condenavam as espacialidades negras. Apesar do uso da mídia e da força policial, a cultura afro-diaspórica permanece viva no século XIX, por isso, resgatar as memórias espaciais da população negra, representa recontar a história a partir de outras narrativas e criar novas possibilidades de futuro

Narrative · History of Colonial Brazil · Race, Identity, and Education in Brazil · Urban and sociocultural dynamics

Citation velocityhistorical
Highly citedNo

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