A antielegia ou a perda do sentido do futuro
Bibliographic Data
| ID | 21773546 |
|---|---|
| Authors | Alamir Aquino Corrêa (0000-0001-7661-9027, Universidade Estadual de Londrina, corresponding author) |
| Year | 2020 |
| Volume | 39 |
| Pages | 71-80 |
| Publication date | 2020-12-11 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Terra Roxa e Outras Terras Revista de Estudos Literários (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1678-2054 • E-ISSN: 1678-2054 |
| Publisher | Universidade Estadual de Londrina (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.5433/1678-2054.2020v39p71 |
| OpenAlex | W3130680956 |
| Language | PT |
Discussão sobre as marcas da elegia moderna ou antielegia, como atitude melancólica a permear gêneros literários e artísticos. Aponto, seguindo a lição de Jahan Ramazani (1994), a resistência à consolação como principal qualidade da antielegia a lidar com o conjunto de percalços incompreensíveis na modernidade. A antielegia está marcada pela impossibilidade de preservação em separado de um espaço intocado, ideal como o mundo bucólico pastoral, em razão da velocidade e da pressão da vida moderna; também não se busca a supressão do enlutamento, aquela saudável transição do vínculo com o morto para o vínculo com os outros também ainda viventes, pois o espaço de luto também serve como locus de ironia e mofa, pelo excesso de sua apresentação mediática. Finalmente, entendo que nossa era da catástrofe encontra a sua expressão na elegia como uma pornografia do luto anunciado, pois cada vez mais queremos nos afastar de um luto futuro, apesar de sua inexorabilidade
Art · Humanities · Physics · Cultural, Media, and Literary Studies · Literature, Culture, and Criticism · Philosophy
| Highly cited | No |
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