Círculo de cultura sobre estratégias de indigenização da saúde mental com povos indígenas do Ceará
Bibliographic Data
| ID | 21773968 |
|---|---|
| Authors | Socorro Taynara Araújo Carvalho (0000-0002-4886-6706, Universidade Federal do Ceará), James Ferreira Moura Júnior (0000-0003-0595-5861, Universidade Federal do Ceará), Anailda Fontenele Vasconcelos (0000-0002-2846-0936, Universidade Federal do Ceará) |
| Year | 2023 |
| Volume | 45 |
| Issue | 3 |
| Pages | e69728 |
| Publication date | 2023-12-07 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Achta Scientiarum Human Social Science (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1679-7361 • E-ISSN: 1807-8656 |
| Publisher | Universidade Estadual de Maringa (PUBLISHER • BR) |
| DOI | 10.4025/actascihumansoc.v45i3.69728 |
| OpenAlex | W4392408838 |
| Language | PT |
| References cited | 9 |
As concepções sobre saúde mental variam, pois são atravessados por aspectos socioculturais, históricos, materiais e simbólicos que organizam as realidades das diversas sociedades ao redor do mundo. Nesse viés, o processo de saúde-doença permeia os aspectos socio simbólicos, influenciados por crenças, saberes e cuidados que circulam e se ressignificam na estrutura instituída de um grupo comunitário organizado. Quando se trata dos povos originários, apesar de não existir uma identidade indígena única, pois há diferenças socioculturais que singularizam cada etnia, geralmente eles entendem as alterações na saúde a partir de manifestações culminadas pelas forças espirituais e da natureza. o presente estudo visa apresentar processos de indigenização da saúde mental com povos indígenas do Ceará. Seu propósito é expressar vivências de roda de conversas articuladas a partir do círculo de cultura freiriano, por uma perspectiva que almeja práticas em saúde que sejam decoloniais, privilegiando saberes da aldeia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, básica e descritiva, do tipo pesquisa ação. O estudo aborda sobre a vivência de 7 rodas de conversas sobre saúde mental em diferentes aldeias indígenas localizadas em comunidades rurais do Ceará. Os Círculos foram gravado em formato de áudio. Então, foram transcritos os diálogos ocorridos e analisados por meio de Análise de Conteúdo de Laurence Bardin (2011). A partir da análise das informações produzidas emergiram três categorias, sendo elas: concepções sobre saúde mental indígena, violência estrutural como fator de sofrimento, atuação do SUS nos territórios indígenas. Estes foram elementos centrais nas construções coletivas nos círculos de cultura e são essenciais na discussão da saúde indígena. Logo, é necessário compreender as concepções de saúde a partir das populações, considerando seus aspectos sociais, culturais e políticos. Podemos tornar o saber popular um aliado do saber científico, resultando na criação de novos conhecimentos, que possibilitará uma nova visão sobre o binômio saúde-doença
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