“Entre lobo e cão” e “dissolução”
Uma Leitura Orwelliana Da Abertura De Claro Enigma
Bibliographic Data
| ID | 21810212 |
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| Authors | Cleber Ranieri Ribas De Almeida (0000-0002-9617-5344), Cleber Ranieri ALMEIDA Ribas (Universidade Federal do Piauí, corresponding author) |
| Year | 2024 |
| Volume | 21 |
| Issue | 1 |
| Pages | 276-318 |
| Publication date | 2024-06-27 |
| Open Access | Yes |
| Type | ARTICLE |
| Venue | Fênix Revista de História e Estudos Culturais (JOURNAL) |
| Journal identifiers | ISSN: 1807-6971 • E-ISSN: 1807-6971 |
| Publisher | Fenix - Revista de Historia e Estudos Culturais (PUBLISHER) |
| DOI | 10.35355/revistafenix.v21i1.1234 |
| OpenAlex | W4400074540 |
| Language | PT |
| References cited | 3 |
A abertura do livro Claro Enigma (1951), de Carlos Drummond de Andrade, inicia-se com um pórtico enigmático intitulado “Entre Lobo e Cão”, seguido do poema “Dissolução”. A tese mais aceita entre os críticos é de que “Entre Lobo e Cão” seria um intertexto com os versos de um poema de Sá de Miranda, assim como “Dissolução” evocaria o pessimismo e o imobilismo do poeta. Neste artigo pretendo demonstrar que a correta interpretação do título da secção estaria numa crônica do próprio Drummond intitulada “Para Quem Goste de Cão” (1947), a qual, em geral, é literalmente lida como um panfleto em defesa dos cães. Nossa tese, contudo, é de que a crônica deve ser lida como uma alegoria política orwelliana na qual Drummond compara poetas inautênticos a cães domésticos, lobos a poetas autênticos, escritores a crianças carentes e editores a donos de cães de luxo. Os personagens teromorfos são transfigurações dos personagens que protagonizaram o Segundo Congresso da Associação Brasileira de Escritores (ABDE). Por fim, lançaremos mão de uma interpretação contextual do poema “Dissolução”
| Highly cited | No |
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