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O Permitido No Proibido

Uma Análise Semântica De Escravidão Na Legislação Em Vigência No Brasil Contemporâneo (1957-2016)

Bibliographic Data

ID21812036
AuthorsJaqueline Cunha Ribeiro (0000-0002-2033-6164, Southwest Bahia State University, corresponding author)
Year2021
Volume9
Publication date2021-12-20
Open AccessYes
TypeARTICLE
VenueRepositório Digital de Teses e Dissertações do PPGLin-UESB (JOURNAL)
Journal identifiersISSN: 1808-7760 • E-ISSN: 1808-7760
PublisherCentro de Pesquisa em Linguistica (PUBLISHER)
DOI10.54221/rdtdppglinuesb.2021.v9i1.226
OpenAlexW4285319448
LanguageEN

Esta pesquisa investiga sentidos de escravidão em funcionamento em documentos jurídicos vigentes no Brasil Contemporâneo no período compreendido entre 1957 e 2016. Objetiva-se responder ao seguinte questionamento: Como funcionam os sentidos de escravidão na legislação de âmbito internacional em vigência no Brasil contemporâneo, em virtude da ratificação de tratados internacionais, e na legislação de âmbito nacional em vigência no Brasil contemporâneo, especificamente no período compreendido entre 1957 e 2016?. Para alcançar o objetivo proposto, analisa-se um corpus composto por documentos jurídicos de âmbito internacional, especificamente versões oficiais de tratados internacionais ratificados pelo Brasil, os quais versam sobre a caracterização e abolição das formas que a escravidão e as práticas análogas a ela assumem e/ou podem assumir na contemporaneidade; e por documentos jurídicos de âmbito nacional, especificamente a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, tomando como recorte a emenda constitucional no 81, de 5 de junho de 2014 e o Código Penal (Lei n. ̊2.848/1940), tomando como recorte as leis n. ̊ 10.803/2003 e n. ̊ 13.344/2016, tais recortes dizem respeito à caracterização e criminalização de trabalho escravo e/ou condições análogas à escravidão no Brasil Contemporâneo. Para tanto, toma-se como aporte teórico-metodológico os pressupostos da Semântica do Acontecimento (GUIMARÃES, 1995; 2002; 2007; 2009; 2011), aliados, sempre que necessário, a princípios da História/Historiografia e a preceitos do Direito, precipuamente, o Direito Internacional. Demonstra-se, com base na análise dos dados, no que diz respeito à legislação de âmbito internacional, não só a materialização linguística de sentidos de escravidão em funcionamento como também as possibilidades de continuidade dessas práticas por meio de paradoxos linguísticos que ao mesmo tempo as proíbem e legalizam; em relação à legislação de âmbito nacional, observa-se que essa retoma da legislação de âmbito internacional aspectos que caracterizam a escravidão em diferentes sociedades e épocas, acabando por integrá-los em tal ou qual medida à sua constituição enunciativa, gerando, por conseguinte, sentidos novos e/ou reconfigurados. Ademais, os dados comprovam a continuidade da escravidão registrada, linguisticamente, em documentos que a caracterizam

Humanities · Political science · Brazilian History and Foreign Policy · Philosophy · Rural Development and Agriculture · Urban Development and Societal Issues

Highly citedNo

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